Anfiteatro de Anatomia ‘Professor José António Serrano’ da Faculdade de Medicina

Da Memória da Universidade

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Aspecto do Anfiteatro de Anatomia ‘Professor José António Serrano’, visto a partir da fila mais elevada. (Foto: A. M. Pascoal, Cortesia FM - IA)

Anfiteatro de Anatomia ‘Professor José António Serrano’ da Faculdade de Medicina. Local.: Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Arquitecto/Autor: Hermann Distel (1875-1945), assistentes Walter Distel (1904-?) e João Simões (1908-1995). Constr.: 1953. Página Web: http://www.fm.ul.pt. Assunto: Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa.

Enquadramento histórico e descritivo

O Anfiteatro de Anatomia é parte integrante da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FM), desde que o edifício foi construído em 1953. Não se encontra explicitamente referido nos seus estatutos (Diário da República, 2ª série, nº 40, 26-2-2009), nem se encontra classificado.

Na UL desde

1953.

Nota histórica e descritiva

O Anfiteatro de Anatomia ‘Professor José António Serrano’ é um dos quatro anfiteatros da Faculdade de Medicina (FM) localizados no edifício original integrado no Hospital de Santa Maria, concebido pelo arquitecto de Hamburgo Hermann Distel, especialista em construções hospitalares. A construção do edifício do Hospital Escolar terminou em 1953, vinte anos após a primeira nomeação da comissão administrativa das obras dos Hospitais Escolares de Lisboa e porto, sob alçada do Ministério das Obras Públicas e Comunicações (Decreto-lei nº 22917, 31-08-1933). Os primeiros projectos do edifício haviam sido enviados em 1939; no entanto, atendendo à conjuntura da II Guerra Mundial e à consequente carência de materiais construtivos e de transportes, a edificação apenas se iniciou em 1944. O Anfiteatro de Anatomia era, desde essa altura, parte integrante do edifício, tal como o anfiteatro da Aula Magna, actualmente totalmente remodelado e descaracterizado. Para além do anfiteatro ‘José António Serrano’, existem os anfiteatros ‘Marck Athias’, ‘Celestino da Costa’, ‘Cid dos Santos’ e ‘Sílvio Rebelo’, bem como outros cinco anfiteatros de menor capacidade.

O Anfiteatro de Anatomia, de origem também designado como ‘Espectatório’ e hoje em dia designado com o nome de um ilustre anatomista da Escola Médico-Cirúrgica, mantém a sua estrutura praticamente inalterada. Com um pé direito muito elevado e lotação para 200 pessoas, constitui-se como um anfiteatro bastante inclinado e estreito, comportando bancos de madeira para os alunos. No centro está colocada uma mesa para o docente, sobre um estrado de madeira; subsistem, originais, um esqueleto e um quadro de lousa sobre um cavalete, sem uso hodierno. Na parede fundeira foram sendo colocados, ao longo dos anos, placas de homenagem e medalhões de falecidos professores de Anatomia, predominantemente oferecidas por alunos: estão recordados José António Serrano, Barbosa Sueiro, Victor Fontes, Armando Ferreira, Caria Mendes, destacando-se uma placa de homenagem a José Gentil, na qual se integrou um retrato em bronze de José Gentil, cirurgião do Hospital de São José, pelo escultor João da Silva, datado de 1936.

Relevância

O Anfiteatro de Anatomia reveste-se de particular importância por constituir um exemplo de manutenção de um espaço de origem do edifício, que por si só assume relevância por se tratar do primeiro complexo hospitalar de tamanha envergadura construído em Portugal. Permanece idêntico à época de construção, mantendo a função de espaço para aulas teóricas, mesmo tendo-se adaptado às modernas tecnologias de ensino. Constitui um elemento patrimonial digno de realce, que importa preservar, sobretudo devido à utilização praticamente diária. Um imóvel destacado quer no seio da Universidade, como na própria cidade de Lisboa.

Utilização

O Anfiteatro de Anatomia mantém as funções lectivas que desde origem lhe foram destinadas, albergando turmas numerosas.

Classificação

Inexistente.

Observações

Existe documentação específica, referente à construção do Hospital de Santa Maria e da integrada Faculdade de Medicina, na Divisão de Obras e Manutenção da Reitoria da Universidade de Lisboa (não inventariada), bem como algum material gráfico no Núcleo do Arquivo das Construções Escolares (Ministério da Educação). A Direcção da FM possui um conjunto de plantas e alçados do arquitecto Hermann Distel, datado de 1953.

Bibliografia

‘Hospital Escolar’, Binário (1962), 49, pp. 683-685.

P. R. Pawlik, Von Bergedorf nach Germania. Hermann Distel 1875-1945. Ein Architektenleben in bewegter Zeit, Verlag Murken-Altrogge, Herzogenrath, 2009.



Autor: Ana Mehnert Pascoal

Levantamento do Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa:

Anfiteatro de Anatomia ‘Professor José António Serrano’ da Faculdade de Medicina

Pelo Grupo de Trabalho constituído por Marta Lourenço, Ana Mehnert Pascoal e Catarina Teixeira

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CriadorHermann Distel (1875-1945)  +e assistentes Walter Distel (1904-?) e João Simões (1908-1995)  +
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