Assunção, Carlos Fernando Torre de

Da Memória da Universidade

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Carlos Fernando Torre de Assunção (1901-1987)

Assunção, Carlos Fernando Torre de, ou Assunção, Torre de (N. ?, 1901; ob. ?, 1987). Área: Ciências Histórico-Naturais, Geologia. Docente: Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Dirigente de: Museu e Laboratório Mineralógico e Geológico anexo à Faculdade de Ciências, Laboratório de Técnicas Físico-Químicas aplicadas à Mineralogia e Cristalografia da Junta de Investigações Coloniais, Liga Portuguesa para a Protecção da Natureza. Docente de: Mineralogia e Geologia (UC), Geografia (UC). Participa em: Professores afastados da Universidade entre 1926 e 1974, I Curso de Férias em Luanda e Lourenço Marques. Aluno: Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Curso: Ciências Histórico-Naturais (PE). Doutor: Universidade de Lisboa (?). Cargo(s): Professor Catedrático (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, ?, ?).


Bibliografia


Torre de Assunção (1901-1987)

Um enciclopedista no século XX

Carlos Matos Alves

Departamento de Geologia, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa


Fonte: Memórias de professores cientistas. Coord. cient. Ana Simões. Lisboa: Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, 2001. pp. 58-65.

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Carlos Fernando Torre de Assunção nasceu nos alvores do século que agora vemos terminar, a 26 de Julho de 1901. Viria a falecer em 24 de Novembro 1987. Nos seus últimos anos recolhido na sua casa de Mem Martins, atingido por doença que lhe prejudicava a fala, concedia-nos a gentileza de trautear, condição em que se fazia entender quase perfeitamente. Radicalizado politicamente, como se de jovem se tratasse, revia os clássicos, para o que refrescava o “seu grego”.

Recebeu-nos, um pequeno grupo de amigos, na sua ampla sala-biblioteca, onde, como sempre, a ciência, a política, a música, sobretudo a música, foram temas encantatórios, do que seria a nossa última tertúlia. Talvez da sua paixão melómana lhe tenha vindo o dom de trautear, quando a afasia o quis aprisionar.

Recordamos aquelas manhãs, melhor dizendo madrugadas (e quanto lhe custava encarar o nascer do dia!), das excursões de Geologia. Chegados à sala de refeições, de uma qualquer pensão onde pernoitáramos, lá estava o professor numa mesa com as suas torradas e o incontornável chá. Sentávamo-nos para fazer-lhe companhia e a conversa soltava-se: a Aida, o 2º acto da Tosca, o exotismo daquela “coloratura”, a energia daquele “spinto” no último espectáculo, a expectativa do próximo, mesclavam-se com o “motivo cristalino”, o “espaço triperiódico estrutural”, a mineralogia, a geoquímica da véspera ou a que nos aguardava.

Torre de Assunção fez os preparatórios de Engenharia Militar na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, tendo começado, simultaneamente, a frequentar a licenciatura em Ciências Histórico-Naturais, que viria a terminar em 1922. Para quem recorda a sua figura, franzino, “pequenote”, e a delicadeza do seu tratar, custa entender a sua escolha do “militar” e, também das engenharias. Quanto à primeira, talvez a vontade de superar-se possa justificá-lo como, aliás, mais tarde viria a demonstrar. Realmente, é possível ver uma fotografia onde figura agarrado a uma velha espingarda, seguramente maior que ele, no cimo do Parque Eduardo VII, integrado no “Batalhão Universitário”, em defesa da República, numa daquelas, muitas, ocasiões em que esta perigou, em data que não podemos apurar. Quanto à sua falta de tendências para as coisas práticas, basta recordar que fez múltiplos exames de condução, insistentemente reprovando, e acabou conduzido pela esposa, a inesquecível Dª Maria, esteio fundamental da sua carreira.

Em 1936, realiza o doutoramento em Ciências Geológicas (“Cristalização -Diferenciação - que dizia fazer-se em “staccato” e não em “pizzicato”- do magma basáltico - observações em rochas portuguesas”). Vejamos nas suas próprias palavras como fizera suas algumas das preocupações petrológicas e geoquímicas da época: “…Considerando então o magma basáltico como primário, relativamente às rochas mais ácidas, impõe-se tentar a resolução do problema da evolução desse magma original, de modo a produzir não só rochas basálticas, mas também com composição diferente, em especial aquelas que se caracterizam por uma elevada acidez, traduzida pela aparição de quartzo”[1].

Cedo se notabiliza por todas as suas características de futuro “lente” e de acreditado investigador. Assim é chamado a desempenhar numerosas funções, quase sempre no quadro do Ministério da Educação e do Ultramar. Reflexo do seu interesse pelo ensino a todos os níveis, pertence ao Grupo de Trabalho para a Renovação Metodológica do Ensino das Ciências Naturais, no âmbito do Gabinete de Estudos e Planeamento da Acção Educativa (GEPAE) do Ministério da Educação, numa época em que as preocupações pedagógicas se concentravam, singularmente, naquele gabinete.

Em 1953, integra, por designação ministerial, a representação portuguesa à Associação Científica do Oceano Índico, e é representante da Junta de Investigações do Ultramar (hoje Instituto de Investigação Científica Tropical) e dos Institutos de Investigação Científica de Angola e de Moçambique, na Comissão Nacional de Geologia. Uns e outra, representavam uma enorme pujança e modernidade. Os primeiros estiveram na base do significativo desenvolvimento universitário daqueles territórios, enquanto que a segunda, a Comissão Nacional de Geologia, a que se augurava importante destino, nunca o cumpriu por carências logísticas, organizativas e financeiras, tendo tido vida efémera.

É curioso notar que Torre de Assunção iniciou a carreira ensinando em estabelecimentos de ensino particular (1922-1939) começando, porém, a ensinar na Universidade, na Faculdade de Ciências de Lisboa, em 1923 e até 1946, data em que é afastado como “persona non grata” do regime, envolvido numa cabala universitária, que se quis fazer crer de propósito subversivo. Como ele são afastados outros professores distintos, excepcionais, mesmo (Marques da Silva, Armando Gibert, Flávio Resende e outros), deixando a escola mais pobre.

Torre de Assunção é Assistente Provisório em 1923, Efectivo em 1924, Professor Extraordinário em 34 e Catedrático em 42[2].

Durante algum tempo lecciona, também, na Secção de Geografia da Faculdade de Letras da nossa Universidade.

Durante quarenta e oito anos de permanência e dedicação à nossa escola, acumula manuscritos, publicações[3]

, assume cargos, ganha distinções, a maior das quais será o respeito e o testemunho dos que com ele aprenderam e, poucos, privaram.

Deixou-nos um estilo, uma moral (ele que não era moralista), uma filosofia de ser e de estar, que, julgamos, frutificou.

A história e filosofia do pensamento científico sempre foram do seu interesse. Disso daria conta e contributo regendo cursos dessa especialidade.

Todo o património tangível, onde pudéssemos estribarmo-nos para esboçar a sua personalidade, que no convívio, pela sua reserva e pudor, se nos esquivava, perdeu-se no incêndio de 78 na Escola Politécnica. Porém, trabalho futuro de alguém mais qualificado, poderá revelar outras fontes, outras perspectivas, outros elementos.

Onde procurar, agora, elementos fidedignos sobre os seus mentores intelectuais e espirituais? O que leu, que o informou e formou? Era marxista? António Sérgio, seguramente, entre os mais modernos, terá sido lido e assimilado. Mas como afirmar sem documentação quais as correntes fundamentais de pensamento que o nortearam? Foi mestre distinto, isso, sim. Cá estamos, vivos uns, já falecidos outros, para testemunhá-lo.

J. Carrington da Costa diz, em 1971, no livro de homenagem jubilar que se dedicou ao Mestre:

A leitura da obra científica do Professor Torre de Assunção é absolutamente indispensável a quem deseja efectuar muitos dos estudos geológicos relativos aos nossos territórios. É uma base ou um complemento indispensável. São muito frequentes as citações que se encontram em trabalhos portugueses… Mas a sua fecunda obra tem mesmo projecção além-fronteiras, e as citações e apreciações são inúmeras. Podem ler-se em espanhóis como Parga-Pondal e García Figueirola ou franceses como Madame Jérémine, ingleses como Baker, holandeses como Floor, Oen Yng Soen, e Schermerhorn, alemães como K. Krejei-Graf, suiços como Burri, russos como Vistelius, norte-americanos como Felix Chayes, neozelandeses como Wright, etc.[4]

Torre de Assunção foi, incontestavelmente, responsável pela modernização entre nós dos estudos mineralógicos, cristalográficos, petrográficos e geoquímicos. De salientar-se a simultaneidade dos seus interesses pelos aspectos clássicos dessas disciplinas, seus ensino e investigação, com a inovação que foi introduzindo. Os interesses antes citados, tais como pela Radiocristalografia e Geologia Isotópica, talvez tenham sido induzidos ou, pelo menos potenciados, pelo excelente relacionamento humano e científico que mantinha com colegas físicos e químicos da nossa escola, permitindo-lhe melhorar os seus conhecimentos e praticar a interdisciplinaridade, que ainda não era um modismo.

Essa actividade viria a dar frutos, como foi a promoção internacional do seu nome, que lhe permitiu assinar trabalhos com colegas estrangeiros, de mérito nos campos respectivos (“Tables Pour la Detérmination des Minéraux au Moyen des Rayons X”, com J. Garrido, vice-presidente da Sociedade Francesa de Mineralogia e Cristalografia) ou a sua indigitação para presidir ao Núcleo de Mineralogia e Geologia (Agrupamento) da Junta de Investigações Coloniais, funcionando anexo ao Museu de Mineralogia, e assumir a direcção do Laboratório de Técnicas Físico-Químicas Aplicadas à Mineralogia e Cristalografia da mesma Junta.

Em resultado do seu labor tomou parte como conferencista, ou apresentou comunicações, em numerosas reuniões científicas nacionais e internacionais, de que se destacam algumas mais importantes: Congresso Luso-Espanhol para o Progresso das Ciências, em Santiago de Compostela (1934), no Porto em 1942, Coimbra (1957) e Sevilha (1960); 1º Congresso Nacional de Ciências Naturais (Lisboa, 1941); Congresso Geológico Internacional de Argel (1952); Pan-Indian Ocean Science Congress (1954); Congresso Geológico Internacional em Praga no ano de 68. Neste ficaria retido durante alguns dias em virtude da infeliz interrupção da “Primavera de Praga”. Faz uma conferência em Clermont-Ferrand no mesmo ano, participando, então, numa mesa-redonda sobre os problemas geológicos das ilhas atlânticas. É nessa ocasião membro de um júri de doutoramento de Estado na Universidade local.

Teve, ainda, outras actividades e responsabilidades: Actua em Moscovo (1971) no quadro da Assembleia Geral da União Internacional de Geodesia e Geografia, integrado na associação de Vulcanologia; foi membro da Comissão encarregada do estudo geológico de Timor; vogal do Plenário da Junta das Missões Geográficas e de Investigações Coloniais; Vice-Presidente da Comissão do I Congresso Hispano-Luso-Americano de Geologia Económica (Madrid e Lisboa, 1971) e Presidente da Secção de Formação desse Congresso.

Torre de Assunção era membro da Sociedade Geológica de Portugal, da Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais, a que, aliás, preside de 1956 a 1962, da Liga para a Protecção da Natureza (a que também presidiu), da Sociedade de Geografia de Lisboa, da Mineralogical Society de Londres e da Société Française de Minéralogie et Cristalographie de Paris. Numa visita oficial à cidade da Beira em Moçambique é agraciado com a designação de “Cidadão Honorário da Urbe”.

Se, até aqui, é óbvio que não se disse tudo do pedagogo e do cientista, menos ainda se disse do cidadão, do homem. Vamos, então tentar interpretá-lo, nas escassas “entrelinhas” que nos seus documentos permitem vislumbrá-lo. Em “Alguns aspectos das Geociências em Portugal no quadro da cultura setecentista e oitocentista” afirma:

…. Há um século XVIII fácil, gracioso, e sem dúvida brilhante. Mas essa faceta não é única, nem é, porventura, a sua verdadeira face, porque ele é o herdeiro da segurança racionalista e das controvérsias filosóficas do grande século precedente.

A mensagem cartesiana ainda se ouve … Ao longo dela vão desfilar, entre muitos outros, Montesquieu, Voltaire, Rousseau, Diderot, David Hume e, além-Reno, a figura cimeira de Immanuel Kant ... É a época dos enciclopedistas que tudo querem conhecer, que tudo querem explicar…..A Enciclopédia é a marca indelével do século … Com a Enciclopédia afirma-se a confiança nas ciências e nas técnicas, para a libertação e dignificação do Homem ... Em Rousseau encontramos o filósofo, o sociólogo, o literato, o músico, e o cientista, reunidos num só homem (uma imagem que qualquer um gostaria de ver no seu espelho) … É, também, Jean Jacques quem, após um século em que a razão é triunfante reclama um cantinho para o sentimento e parece, assim, entreabrir as portas ao Romantismo ... Kant ... o Mestre de Konigsberg ... encontra coisas que transcendem a Razão. Atente-se nestes dois prodígios-pilares da sua filosofia - "a lei moral (ou a consciência do Bem e do Mal) dentro de nós e o céu estrelado por cima de nós".

Atente-se, ainda, em mais algumas linhas e “entrelinhas”:

… A influência do hegelianismo faz-se sentir, intensamente, durante o século (XIX), e ainda na actualidade. É sabido que os filósofos de cariz materialista (Engels, Karl Marx e outros), depois de tirarem ao pensamento hegeliano a sua carga idealista e transcendental (como as reflexões que Hegel sempre consagrou ao Absoluto), apenas dele retêm o “processus” ou a “mecânica dialéctica”. Atrevemo-nos a opinar que seja qual for a posição que se adopte -materialismo, idealismo- a dialéctica hegeliana oferecerá sempre interesse; ela conduz à repulsa pela apatia espiritual e pela subordinação a estereótipos; e, por sua vez leva à consciência do movimento universal através da superação da “oposição dos contrários” …

E, mais adiante,

Excepcional, neste panorama sombrio (refere-se ao estado da Ciência e do pensamento filosófico da época) é a voz de Antero (1886), ao criticar em profundidade as pretensões positivistas. Afirmando que o conhecimento puramente científico não é o conhecimento último e perfeito, Antero adopta o primado de uma filosofia para a qual a Ciência não é mais do que a matéria prima.[5]

Torre de Assunção sempre se assumiu como cidadão interveniente na vida pública. Em 1942 integrou o Núcleo de Doutrinação e Acção Socialista. Pertenceu à União Socialista, que originaria a Acção Socialista, para a qual produz estudos sobre a reforma da Universidade e de outros graus de ensino. Aderindo ao Partido Socialista à data da sua fundação, milita após o 25 da Abril na sua Secção de Mem Martins, localidade onde tem a residência dos últimos anos.

Ultrapassada a ousadia de “entrelinhar”, regressemos à relativa segurança do rigor de recordar. Pelo seu “magnetismo”, cultura avantajada contagiante, e seriedade estimulante, Torre de Assunção cativa discípulos, cria Escola, deixa seguidores: Pinto Coelho, Ricardo Quadrado, Ribeiro dos Santos, M.ª Graça Canelhas, M. H. Canilho, Cecília Abranches, o autor deste texto, e seguramente outros, que na minha memória se desvaneceram.

Se os seguidores (e poupem-nos a definição dos critérios para caracterizá-los) não foram muitos, e os íntimos, entre eles, ainda menos, os alunos e admiradores foram milhares. Há, certamente, em centenas de escolas do País, largas centenas que recordam com saudade a acção do Mestre, o Mestre, e isso é, a SUA ESCOLA.

Referências

  1. Torre de Assunção, Cristalização-diferenciação do magma basáltico. Observação em rochas portuguesas (dissertação de doutoramento) (Lisboa, 1936), 87.
  2. Faz, simultaneamente, provas para catedrático e para extraordinário, pois exercia o seu contrato nesta última categoria.
  3. Entre as suas publicações destacamos: Torre de Assunção, J. Garrido, “Étude aux Rayons X de quelques minéraux du Portugal et de l’Empire portugais”, Rev. Fac. Ciências de Lisboa, 2ª ser., vol. I fasc. 1 (1951); Torre de Assunção, Brack-Lamy, “Géologie et Pétrographie du massif éruptif de Sintra-Portugal”, Bol. Soc. Geol. de Portugal 10 (1952), 23-57; Torre de Assunção, J. Garrido, “Tables pour la détermination des minéraux au moyen des Rayons X”, Bol. Mus. Lab. Min. Geol. da Fac. Ciên. da Univ. de Lisboa, 20-21 (1954), 312.; Torre de Assunção, A. V. Pinto Coelho, “The rocks with charnockitic affinities in Mozambique”, Proc. Pan-Indian Ocean Sc. Congress (1954), 29-33; Torre de Assunção, “Expedição Científica à Ilha do Fogo, Cabo Verde”, Mem. Junta Inv. Ultramar Ser. Petrogr. 1(1954), 156; Torre de Assunção, “Notas de Petrografia timorense”, Garcia de Orta, 4 (2) (1956), 265-278; Torre de Assunção, “Alguns aspectos da Petrografia da Ilha de S. Tomé”, Garcia de Orta, 5 (3) (1957), 497-515; Torre de Assunção, F. Machado, R. Gomes, “On the occurrence of carbonatites in the Cape Verde islands”, Bol. Soc. Geol. de Portugal 16 (1965), 179-188; Torre de Assunção, M. H. Canilho, “A Petrografia da Ilha de Maio e suas relações com a Petrografia do arquipélago de Cabo Verde”, Bol. Mus. Lab. Min. Geol. Fac. Ciên. Univ. Lisboa, 11 (2) (1970), 161-191. Entre as publicações de carácter pedagógico destacamos: Torre de Assunção, Introdução geológica (Lisboa: Biblioteca Cosmos, 1942); Torre de Assunção, “Temas clássicos em Cristalografia. Classes de simetria e formas simples”, Soc. Port. de Ciên. Nat. (1964), 56, 1 mapa; Torre de Assunção, “Introdução sumária à Cristalografia”, Rev. Palestra 28 (1966), 13-37; Torre de Assunção, Sobre alguns problemas da génese dos minerais - II Curso de Actualização e Extensão Universitária em Ciências Naturais (Lisboa, 1968); Torre de Assunção, Conceitos fundamentais do Metamorfismo - Curso de Actualização para Professores do Ensino Secundário (Lisboa, 1970); Torre de Assunção, Curso de Geologia (ciclo complementar do ensino secundário liceal) (Lisboa: Ministério de Educação Nacional, 1973).
  4. J.Carrington da Costa, “Personalidade e Obra do Professor Carlos Fernando Torre de Assunção”, Revista da Faculdade de Ciências, 28 (1), 2ª série –C– Ciências Naturais, (1972), XVI
  5. Carlos Fernando Torre de Assunção, “Alguns Aspectos das Geociências no Quadro da Cultura Setecentista e Oitocentista”, Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal, 66 (1980), 3-16. Palestra proferida no I Encontro de Geociências, Lisboa (Dezembro 1979), III, IV, IX, XV.
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Aluno deFaculdade de Ciências da Universidade de Lisboa  +
Ano de nascimento1901  +
Ano do óbito1987  +
Criador deCristalização - Diferenciação do Magma Basáltico: Observações em Rochas Portuguesas  +
Data de nascimento26 Julho 1901  +
Data do óbito24 Novembro 1987  +
Denominação do agenteAssunção, Carlos Fernando Torre de  +e Assunção, Torre de  +
Dirigente deMuseu e Laboratório Mineralógico e Geológico anexo à Faculdade de Ciências  +, Laboratório de Técnicas Físico-Químicas aplicadas à Mineralogia e Cristalografia da Junta de Investigações Coloniais  +e Liga Portuguesa para a Protecção da Natureza  +
Docente deMineralogia e Geologia (UC)  +e Geografia (UC)  +
Docente emFaculdade de Ciências da Universidade de Lisboa  +e Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa  +
Doutorado porUniversidade de Lisboa (?)  +
Frequenta cursoCiências Histórico-Naturais (PE)  +
GéneroMasculino  +
ImagemAssuncao-Carlos Torre de.jpeg  +
Membro deSociedade Geológica de Portugal  +, Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais  +e Sociedade de Geografia de Lisboa  +
Participa emProfessores afastados da Universidade entre 1926 e 1974  +e I Curso de Férias em Luanda e Lourenço Marques  +
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PosiçãoProfessor Catedrático (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, ?, ?)  +
Tem assuntoMemórias de professores cientistas da Faculdade de Ciências  +
Tem área de conhecimentoCiências Histórico-Naturais  +e Geologia  +
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