Colecção de Pintura de Columbano

Da Memória da Universidade

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Retrato dos Professores C. Bello Morais, Moreira Júnior, Carlos Tavares, Alfredo da Costa, Custódio Cabeça, Bettencourt Raposo, assinado 'Columbano 1906'. (Foto: A. M. Pascoal, Cortesia FM)

Colecção de Pintura de Columbano. Tipo: Pintura. Local.: Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. URL: http://www.fm.ul.pt. Tutela: Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Criador: Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929). Cobertura: Século XX. Construção: 1906-1907. Dimensão:4 quadros. Assunto: Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa.

Enquadramento institucional e legal

A colecção está localizada na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FM), embora não exista qualquer referência à mesma nos seus estatutos (Diário da República, 2ª série, nº 40, 26-2-2009).

Na UL desde

1911.

Nota histórica e descritiva

Em 1906, a Escola Médico-Cirúrgica (EMC) encomendou ao pintor Columbano Bordalo Pinheiro quatro telas retratando os seus professores, com vista a serem colocadas na Sala do Conselho, assim integrando o edifício recentemente inaugurado no Campo de Santana. Seriam levadas para o novo edifício da Faculdade de Medicina, inserido no Hospital de Santa Maria, entre 1954 e 1956, onde actualmente se encontram.

Pintados entre 1906 e 1907, representam dezanove professores notáveis. Existem dois painéis rectangulares, datados de 1906; no primeiro, foram representados Miguel Bombarda (1851-1910), Silva Amado (1840-925), Curry Cabral (1844-1920), Bettencourt Pitta (1826-1907) e J. Ferraz de Macedo (1838-1907), no segundo figuram C. Bello Morais (1868-1933), Moreira Júnior (1866-1954), Carlos Tavares (1837-1913), Alfredo da Costa (1859-1910), Custódio Cabeça (1866-1937) e Bettencourt Raposo (1853-1937). Os outros dois painéis, ambos assinados em 1907 e apresentando uma forma quadrada, retratam cinco e quatro professores, respectivamente: Eduardo Motta (1837-1912), May Figueira (1829-1913), Sabino Coelho (1853-1938), Ricardo Jorge (1858-1939) e Oliveira Feijão (1850-1918); Augusto Vasconcelos (1867-1951), J. Salazar de Sousa (1871-1940), José Gentil (1870-1938) e Francisco Gentil (1878-1964).

Estes quatro retratos de grupo revelam composições sóbrias, com fundos despojados apenas pautados por panos de tonalidades escuras, evidenciando-se a pincelada expressiva característica de Columbano. Predominam os retratados no primeiro plano, e sobretudo os seus rostos individualizados que os caracterizam, tendo o artista conferido importância à erudição e à cultura, pois algumas das figuras ostentam livros nas mãos – ao invés de uma inserção de instrumentos médicos como ilustração da profissão. A representação deste conjunto de professores e o espelhar da sua inteligência e cultura terá merecido o apreço de Columbano, apesar da sua habitual aversão a encomendas pré-definidas como esta.

Relevância

A colecção de pintura executada por Columbano Bordalo Pinheiro assume bastante relevância no acervo artístico da Faculdade de Medicina, por diferentes razões. Testemunho da sua antecessora directa, a Escola Médico-Cirúrgica, constitui um memorial do projecto decorativo do edifício no Campo de Santana dedicado a glorificar a Medicina e figuras ilustres que contribuíram para o avanço desta ciência. Em simultâneo, documentam a História da Escola e celebram os feitos dos seus mestres. Por outro lado, são de quatro painéis de grandes dimensões da autoria de Columbano, artista ímpar da transição de Oitocentos para Novecentos, embora datem já de uma fase tardia da sua carreira. Os quadros prestam-se ao elogio dos ilustres representados e ao seu papel na História da Medicina, e definem-se como testemunho da evolução do ensino médico e da vontade de perpetrar tais acontecimentos através do génio criador de um mestre da pintura portuguesa. Assim, têm importância não só no contexto da Faculdade ou da Universidade, mas também para a cidade de Lisboa e para o próprio país.

Utilização

As pinturas detêm funções decorativas e expositivas.

Estado do inventário

As peças estão cadastradas no inventário do Economato.

Documentação

Não se encontrou documentação associada, nem sequer relativa à sua proveniência.

Pessoal

Não existe pessoal directamente afecto à colecção.

Bibliografia

M. H. de Freitas, ‘A escola médica de Columbano: quatro retratos’, in 1911-1999. O Ensino Médico em Lisboa no início do século. Sete artistas contemporâneos evocam a geração de 1911 (dir. M. V. Alves), Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1999, pp. 167-169.



Autor: Ana Mehnert Pascoal

Levantamento do Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa:

Colecção de Pintura de Columbano

Pelo Grupo de Trabalho constituído por Marta Lourenço, Ana Mehnert Pascoal e Catarina Teixeira

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