Estátua de Egas Moniz por Euclides Vaz

Da Memória da Universidade

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Estátua de bronze de Egas Moniz por Euclides Vaz. 1974. (Foto: C. Teixeira, Cortesia FM)

Estátua de Egas Moniz por Euclides Vaz. Estátua de bronze figurando Egas Moniz, executada pelo escultor Euclides Vaz em 1974, no centenário do nascimento do médico. Tipo: Escultura. Local: Escadaria de acesso à Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Tutela: Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Origem: Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Criador: Euclides Vaz (1916-1991). Dimensão: 3,75m alt. Material: Bronze, Pedra. Assunto: Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa.

Descrição

A estátua de bronze figurando Egas Moniz, executada pelo escultor Euclides Vaz, data de 1974, ano do centenário do nascimento do médico. A estátua foi colocada no primeiro patamar da escadaria que dá acesso à entrada da Faculdade de Medicina, substituindo um busto que também o representava, da autoria de Anjos Teixeira (1956).

A peça retrata, numa escala ampliada, o especialista em Neurologia e Psiquiatria galardoado com o Prémio Nobel em Medicina e Fisiologia no ano de 1949, devido à descoberta da Psicocirurgia. Formado na Universidade de Coimbra, foi Professor na FML desde 1911, onde assumiu a cátedra de Neurologia e foi incumbido de dirigir o Serviço de Neurologia do Hospital de Santa Marta. No campo da investigação científica, distinguiu-se, sobretudo, pela descoberta da Angiografia Cerebral (1927) e invenção de instrumentos adequados ao processo (Seringa de Egas Moniz e Pinça de Martins), e pela Leucotomia Pré-Frontal (1936) e percepção do seu valor terapêutico em determinadas psicoses.

A figura, hierática, evidencia um homem de idade avançada, que enverga o traje de Professor Catedrático, beca e capelo com rosáceas, e na mão direita segura a barretina com borla – modelo à imagem do retrato que José Malhoa fez do médico Retrato de Egas Moniz por José Malhoa, que, talvez, Euclides Vaz tenha tomado como fonte. Denota-se um cuidado tratamento do vestuário, pleno de pormenores como, por exemplo, a textura e os ornamentos do capelo ou o brocado da capa. O rosto evidencia um olhar vago, comum na estatuária memorial e comemorativa oficial, notando-se as salientes orelhas – um pormenor de apego à fisionomia real de Egas Moniz.

A estátua foi colocada sobre um plinto octogonal em pedra, que por sua vez está colocado sobe uma base. Na frente, uma legenda alusiva ao retratado: 'A EGAS MONIZ | 1874-1955 | PRÉMIO NOBEL | DE MEDICINA | E FISIOLOGIA | 27 DE OUTUBRO | DE 1974'. Na base da própria estátua, o artista inscreveu no bronze a sua assinatura: 'E VAZ 74'.

Documentação

Não se encontrou documentação associada.

Estado de Conservação

A estátua encontra-se em mau estado de conservação, carecendo de intervenção: para além da patine adquirida devido à sua localização (exposta ao ar livre), a peça apresenta alguns buracos no bronze, e sob o chapéu está alojado um ninho de vespas. O plinto de pedra apresenta também um certo desgaste, sobretudo no que concerne a escorrências da água das chuvas, pois notam-se manchas lineares de cor esverdeada e negra.

Observações

Antes da colocação da estátua no local, encontrava-se aí um busto em bronze da autoria do escultor Anjos Teixeira, sob um plinto de pedra quadrangular no qual se inscreveram as datas '1874 – 1955'; na base, uma lápide relevada com a legenda “Ao Professor Egas Moniz Prémio Nobel de Medicina”. Também representando Egas Moniz, foi produzida em 1956, e terá sido uma iniciativa do Ministro das Obras Públicas Arantes e Oliveira; por ocasião da inauguração da estátua de Euclides Vaz, o busto terá transitado para o Hospital Egas Moniz.

Refira-se que existe alguma documentação referente a este busto: num álbum de fotografias pertencente ao Núcleo do Arquivo Técnico das Construções Escolares (Ministério da Educação), existem fotografias da altura da conclusão das obras onde se visualiza a peça; o Forte de Sacavém (IHRU) detém documentação gráfica e escrita no que confere a estudos de localização, bem como a memória descritiva do escultor.

Bibliografia

J. L. Antunes, 'Egas Moniz – uma palavra sobre o Outro', in 1911-1999. O Ensino Médico em Lisboa no início do século. Sete artistas contemporâneos evocam a geração de 1911 (dir. M. Valente Alves), Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1999, 99-107.

J. C. de Oliveira, 'Na inauguração do monumento a Egas Moniz', in Centenário de Egas Moniz (Comissão Executiva das Comemorações do Centenário do Nascimento do Prof. Egas Moniz), vol. II, Lisboa, 1978, 261-263.



Autor: Ana Mehnert Pascoal

Levantamento do Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa:

Estátua de Egas Moniz por Euclides Vaz

Pelo Grupo de Trabalho constituído por Marta Lourenço, Ana Mehnert Pascoal e Catarina Teixeira

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