Herbário de Valorado (séc. XVIII-XIX)

Da Memória da Universidade

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Exemplar do Herbário de José Francisco Valorado, extensamente anotado. (Foto: A. I. D. Correia, cortesia do Jardim Botânico/MNHN).

Herbário de Valorado (séc. XVIII-XIX). Local.: Departamento de Botânica do Museu Nacional de História Natural. URL: http://www.mnhnc.ul.pt/portal/page?_pageid=418%2C1391281&_dad=portal&_schema=PORTAL. Tutela: Museu Nacional de História Natural. Cobertura: Sécs. XVIII-XIX. Dimensão:c. 1200 exemplares (de um total de 250 mil espécimes dos Herbários do Jardim Botânico). Assunto: Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa.

Enquadramento institucional e legal

O Museu Nacional de História Natural é referido nos recentes Estatutos da Universidade de Lisboa (2008) no Artigo 3º do Anexo, como Unidade da Universidade de Lisboa mas ainda não sofreu revisão estatutária. O Museu Nacional de História Natural é referido nos Estatutos da Universidade de Lisboa (Despacho Normativo nº 144/92). Os Herbários não são referidos explicitamente no Estatuto do Museu Nacional de História Natural (Despacho nº 11002/2003), embora se mencione o Departamento de Botânica do Museu (que coincide com o Jardim Botânico).

Na UL desde

1911.

Nota Descritiva e Histórica

José Francisco Valorado (1765-1850), médico, formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra e foi discípulo de Brotero. Em 1805 foi para Sintra onde exerceu medicina e mais tarde fixou-se em Lisboa onde passou a dedicar-se exclusivamente à botânica. Organizou vários herbários, um dos quais se conserva no Jardim Botânico. Este herbário, com cerca de 1200 exemplares, terá sido iniciado quando Valorado era ainda estudante em Coimbra (1795) indo pelo menos até 1845: alguns dos exemplares são de origem cultivada mas a maioria são de plantas autóctones, na sua maioria da região de Sintra. Tudo leva a crer que terá entrado no Jardim junto com o Herbário de Brotero em 1839, vindo da Ajuda via Academia das Ciências.

Relevância

O Herbário de Valorado, apesar de pequeno, é um herbário de uma grande importância histórica e científica. Tratando-se de um herbário com exemplares de uma região hoje densamente povoada, o seu interesse de arquivo da biodiversidade é grandemente acrescido. Os exemplares encontram-se extensivamente anotados e parte deles foram revistos por Brotero.

Utilização

O Herbário tem sido utilizado para estudos de conservação e de distribuição de espécies da região de Sintra.

Estado do inventário

O Herbário de Valorado encontra-se inventariado.

Documentação

Num herbário histórico-científico, a documentação é de primordial importância pois sem esta a colecção não tem valor. No caso deste Herbário, a documentação relativa aos espécimes encontra-se junto com o próprio exemplar, no interior da respectiva capa.

Pessoal

À excepção dos Herbários de Criptogamia, os Herbários do Jardim Botânico estão a cargo de Ana Isabel D. Correia.

Observações

Os herbários de Alexandre Rodrigues Ferreira, D. Vandelli, F. Valorado e F. Avelar Brotero, todos setecentistas, bem como os herbários de F. Welwitsch (séc. XIX) constituem os herbários históricos do Jardim Botânico (MNHN). Os herbários são provenientes do Real Museu e Jardim Botânico da Ajuda.

Bibliografia

A. X. P. Coutinho, 'Plantas portuguesas dos Herbários de Brotero e de Valorado existentes na Universidade de Lisboa', Arquivos da Universidade de Lisboa, III, 1916, pp. 333-379.



Autor: Marta C. Lourenço, com o apoio de Ana Isabel D. Correia (MNHN) e Alexandra Escudeiro (MNHN) [2007; revisto em 2010]

Levantamento do Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa:

Herbário de Valorado (séc. XVIII-XIX)

Pelo Grupo de Trabalho constituído por Marta Lourenço, Ana Mehnert Pascoal e Catarina Teixeira

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