Colecção de Tecidos e ADN do MNHN

Da Memória da Universidade

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Um pormenor da colecção de tecidos e ADN do Museu Bocage (Foto: C. Bastos-Silveira, cortesia Museu Bocage/MNHN).

Colecção de Tecidos e ADN do MNHN. Local.: Museu Nacional de História Natural. URL: http://www.mnhnc.ul.pt/portal/page?_pageid=418,1391500&_dad=portal&_schema=PORTAL. Tutela: Departamento de Zoologia e Antropologia/Museu Bocage do Museu Nacional de História Natural. Dimensão:c. 6150 amostras. Assunto: Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa.

Enquadramento institucional e legal

A colecção é propriedade do Museu Nacional de História Natural (MNHN). O MNHN é referido nos Estatutos da Universidade de Lisboa (Despacho Normativo nº 144/92) e tem estatuto próprio em vigor (Despacho nº 11002/2003). A colecção não é explicitamente mencionada no Estatuto.

Na UL desde

2002.

Nota Descritiva e Histórica

A colecção conta com cerca de 6000 amostras de tecidos mantidas em etanol absoluto e 150 amostras de sangue mantidas em arca frigorífica a -20ºC. Começou a ser reunida em 2002. A colecção tem como principal objectivo reunir material biológico de espécies ibéricas, em particular espécies listadas no Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal. No entanto, a colecção também conta com material biológico de ungulados africanos. Trata-se de um espólio composto por material biológico (sangue, tecidos, penas, ADN) que se encontra dividido em duas categorias: ADN antigo e ADN moderno. O acervo de ADN antigo é constituído por material biológico retirado de exemplares do Museu Bocage ou doados por outras instituições, mas cuja idade dos espécimens é superior a 10 anos. Também faz parte deste o ADN extraído deste material que, apesar do estado degradado, é de grande valor científico. O acervo de ADN moderno é constituído por material biológico retirado de espécimens oriundos de projectos científicos desenvolvidos no Museu Bocage ou outras instituições, bem como de espécimens doadas por instituições (ex. Jardim Zoológico) ou particulares. Também faz parte deste acervo o ADN extraído deste material.

Relevância

A medida que a biodiversidade mundial se torna cada vez mais ameaçada, a importância das colecções de história natural aumenta. Todas elas são, per se, arquivos únicos e insubstituíveis. No entanto, torna-se necessário complementar e converter a informação existente nestas colecções em dados da era digital e molecular. Estes dados aumentam consideravelmente a relevância das colecções para a comunidade científica e para as sociedades contemporâneas. No âmbito da implementação da sua dimensão de museu nacional, a colecção de Tecidos e ADN do Museu Bocage (MNHN) pretende constituir uma referência nacional e internacional para a obtenção de material biológico de espécimens da fauna portuguesa. A identificação de espécies recorrendo a técnicas genéticas pode ser utilizada em estudos forenses para detectar tráfico ilegal de partes ou produtos de animais ou plantas ameaçados e os museus podem ter um papel-chave neste processo. Por outro lado, na sua dimensão de museu universitário, a colecção de Tecidos e ADN do Museu Bocage (MNHN) tem relevância para a UL porque arranca com o estabelecimento de um banco nacional de material biológico a partir do qual os biomateriais e a informação a eles associada tem grande relevância para as áreas de ecologia, genética, taxonomia, gestão da vida selvagem e investigação forense. Com a utilização de novas técnicas de genética molecular, os espécimens antigos são uma potencial fonte de aplicação do novo conceito de identificação de espécies, o “DNA Barcode” (http://barcoding.si.edu/DNABarCoding.htm) e fonte de ADN para fins científicos. Como resultado imediato temos o aumento do valor científico do acervo museológico que passa a contribuir para a era dos dados moleculares em iniciativas a escala internacional (http://www.barcodingbirds.org/people/participants).

Utilização

A colecção é utilizada por investigadores nacionais e alunos de formação avançada (mestrado e doutoramento).

Estado do inventário

A colecção encontra-se inventariada em base de dados Access do sistema operacional Windows.

Documentação

A documentação e informação associada a uma colecção científica é essencial, sem as quais esta não possui qualquer valor. Todas as amostras da colecção de Tecidos e ADN possuem informação científica relativa aos espécimens das quais são oriundas.

Pessoal

Cristiane Bastos-Silveira, investigadora, bolseira do FCT, doutoramento (responsável pela colecção); Maria Judite Alves, Investigadora Auxiliar, do quadro, doutoramento.

Bibligrafia

Nada a acrescentar.



Autor: Cristiane Bastos-Silveira (MNHN) [2007]


Levantamento do Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa:

Colecção de Tecidos e ADN do MNHN

Pelo Grupo de Trabalho constituído por Marta Lourenço, Ana Mehnert Pascoal e Catarina Teixeira

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