Colecções de Estratigrafia do MNHN

Da Memória da Universidade

Ir para: navegação, pesquisa
Conteúdo de uma gaveta da Colecção Geral Estratigráfica Estrangeira. (Foto: J. Vicente, cortesia MMG/MNHN).

Colecções de Estratigrafia do MNHN. Local.: Museu Nacional de História Natural. URL: http://www.mnhnc.ul.pt/portal/page?_pageid=418,1391468&_dad=portal&_schema=PORTAL. Tutela: Departamento de Botânica do Museu Nacional de História Natural. Dimensão:c. 32.330 exemplares. Assunto: Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa.

Enquadramento institucional e legal

A colecção é propriedade do Museu Nacional de História Natural (MNHN). O MNHN é referido nos Estatutos da Universidade de Lisboa (Despacho Normativo nº 144/92) e tem estatuto próprio em vigor (Despacho nº 11002/2003). As colecções não são explicitamente mencionadas no Estatuto.

Na UL desde

1911 salvo a Colecção Estratigráfica Portuguesa, que se constituiu em meados do séc. XX e a Colecção Yves Berthou, que integrou o património do Museu em 1995.

Nota Descritiva e Histórica

As colecções de estratigrafia do Museu compreendem: Colecção Geral Estratigráfica Estrangeira (c. 14400 exemplares), Colecção d’Orbigny (1000 exemplares), Colecção d’Archiac (600exemplares), Colecção Estratigráfica Nery Delgado (Paleozóico de Portugal) (130 exemplares), Colecção Estratigráfica Pereira da Costa (Mesozóico de Portugal) (c. 2500 exemplares), Colecção Estratigráfica Portuguesa (Pré-Câmbrico a Cenozóico) (c. 1700 exemplares) e Colecção Yves Berthou (c. 12000 exemplares). Alguns exemplares das colecções mais antigas provêm do Museu Real da Ajuda. As colecções de Estratigrafia foram sendo objecto de reorganizações de acordo com os diferentes critérios adoptados e as necessidades de trabalho e divulgação de cada época. As etiquetas antigas que, apesar do incêndio de 1978, ainda persistem associadas a muitos exemplares, dão-nos conta de anteriores organizações e de proveniências diversas. Todo este conjunto de colecções compreende essencialmente fósseis, porém integra igualmente exemplares das rochas que a eles estão associadas. As colecções estão organizadas por ordem estratigráfica. Estas são as colecções no âmbito da Paleontologia e Estratigrafia mais afectadas pelo incêndio de 1978. Nessa ocasião, todos os inventários desapareceram e partes das colecções foram destruídas pelo fogo. Dos exemplares sobreviventes, muitas etiquetas foram danificadas pelo fogo ou pela água dos bombeiros. Das Colecções Nery Delgado e Colecção Estratigráfica Portuguesa apenas se salvaram partes muito reduzidas relativamente à dimensão que tinham antes de 1978. No entanto, continuam a compreender exemplares de elevado interesse científico e museográfico. Existe uma proposta para a revisão das identificações por especialistas de vários grupos taxonómicos. A Colecção D’Orbigny, oferecida em 1855 por aquele paleontólogo francês a D. Pedro V, necessita de revisão por especialistas na tipologia de d’Orbigny do Museu Nacional de História Natural de Paris. Poucos exemplares se perderam no incêndio pelo que mantém a sua representatividade. A Colecção Yves Berthou reúne fósseis e amostras de rochas recolhidas nos terrenos cretácicos de Portugal ao longo de anos de investigação daquele geólogo francês, professor na Universidade de Paris, e da sua equipa. Foi por ele deixada em testamento ao Museu, tendo dado entrada em 1995. Aguarda-se a oportunidade de poder ser revista e reinstalada com a contribuição de colegas do Departamento de Geologia da FCUL que integraram a equipa de Yves Berthou.

Relevância

À semelhança das colecções mais antigas de Paleontologia do Museu, estas colecções reúnem exemplares de todo o mundo e de Portugal, particularmente de muitas jazidas que já não estão hoje acessíveis. Integram um holótipo Este conjunto de colecções inclui sete holótipos e cinco paratipos (nota: holótipos são exemplares identificados e designados sem ambiguidade numa primeira publicação sobre essa espécie). Destaca-se a importância histórica da Colecção d’Orbigny, para além do interesse intrínseco dos exemplares que contém. A Colecção Yves Berthou é representativa da Paleontologia e Estratigrafia do Cretácico de Portugal e uma importante colecção de referência para estudos naquele âmbito.

Utilização

As colecções têm sido utilizadas, sobretudo, em exposições e em investigação.

Estado do inventário

A colecção não está ainda inventariada em suporte informático. Logo que termine a informatização das colecções de mineralogia, o que terá lugar em breve, terá início o inventário em base informática das colecções de Paleontologia e Estratigrafia. Existem inventários em papel dactilografados (e, alguns ainda, manuscritos) das porções das colecções que não necessitavam de um trabalho de revisão para poderem ser inventariadas. A Colecção Estratigráfica Portuguesa já não tinha inventário à data do incêndio. Estava em organização a partir de colheitas destinadas à colecção ou associadas a trabalhos de investigação ou de levantamento cartográfico então em curso. O sistema de etiquetagem era insuficiente, o que se reflectiu na imperfeita preservação da informação. É necessária uma revisão destas colecções por especialistas. A Colecção Yves Berthou deu entrada no Museu acompanhada por listas abreviadas dos conteúdos dos contentores que a transportavam desde Paris e etiquetas adstritas a cada exemplar/amostra.

Documentação

A documentação associada consiste em referências publicadas.

Pessoal

Além da responsável directa pelas reservas – Liliana Póvoas, investigadora do quadro do Museu – está afecto ao acervo um técnico auxiliar do quadro do Museu – João Paulo Carreiro Lopes.

Bibliografia

Antunes, M. T. & P. Taquet 2001. Le Roi Dom Pedro V, Alcide d’Orbigny et la Paléontologie: un exemple de rapport scientifique entre la France et le Portugal. Proceedings of the INHIGEO MEETING- Geological resources and history. Aveiro.

Berthou, Y. 1973. Le Cénomanien de l’Estremadure Portugaise. Memória dos Seviços Geológicos de Portugal, Nova Série, 23. Lisboa.

Choffat, P. 1886-1902. Recueil de monographies stratigraphiques sur le système crétacique du Portugal, Lisbonne: Académie Royale des Sciences.

Além das publicações referidas, existem múltiplas referências a exemplares das colecções portuguesas em números dos Boletim do Museu Mineralógico e Geológico da UL, Boletim da Faculdade de Ciências, Boletim da Sociedade Geológica de Portugal, Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal e Memórias dos Serviços Geológicos de Portugal, entre outros.



Autor: Liliana Póvoas (MNHN), com o apoio de João Paulo Carreiro Lopes (MNHN) e Bruno Ribeiro (MNHN) [2007; actualizado em 2010]


Levantamento do Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa:

Colecções de Estratigrafia do MNHN

Pelo Grupo de Trabalho constituído por Marta Lourenço, Ana Mehnert Pascoal e Catarina Teixeira

Logo-Levantamento-Patrimonio-UL.png
Ferramentas pessoais
Espaços nominais
Variantes
Acções
Navegação
Ferramentas