Colecções de Mineralogia 1 do MNHN

Da Memória da Universidade

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Berilo (var. água-marinha). Oferta do Rei D. Carlos, Colecção Geral Mineralogia. (Foto: J. Vicente, cortesia MMG/MNHN).

Colecções de Mineralogia 1 do MNHN (constituídas antes do incêndio de 1978). Local.: Museu Nacional de História Natural. URL: http://www.mnhnc.ul.pt/portal/page?_pageid=418,1391465&_dad=portal&_schema=PORTAL. Tutela: Departamento de Mineralogia e Geologia do Museu Nacional de História Natural. Cobertura: Sécs. XVIII-XX. Dimensão:5.468 exemplares. Assunto: Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa.

Enquadramento institucional e legal

A colecção é propriedade do Museu Nacional de História Natural (MNHN). O MNHN é referido nos Estatutos da Universidade de Lisboa (Despacho Normativo nº 144/92) e tem estatuto próprio em vigor (Despacho nº 11002/2003). As colecções não são explicitamente mencionadas no Estatuto.

Na UL desde

1911.

Nota Decsritiva e Histórica

As Colecções de Mineralogia constituídas antes do incêndio de 1978 compreendem: Colecção Geral de Minerais, Pedras Preciosas e Minerais de Ornamentação (3445 exemplares), Colecção Portuguesa (1011 exemplares), Colecção das Paragéneses Minerais (222 exemplares), Colecção das Pseudomorfoses (132 exemplares), Colecção de Minerais das Rochas (114 exemplares), Colecção Colonial (429 exemplares) e Colecção dos Minerais da Islândia (109 exemplares). As colecções que integravam o Museu Nacional à data da sua entrega à Escola Politécnica (1858) e provinham do Real Museu da Ajuda (séc. XVIII e XIX) e da Academia das Ciências (séc. XIX), constituíram os núcleos para a organização destas colecções. Apesar do incêndio de 1978 ter destruído cerca de 80% das colecções de minerais do Museu, ainda hoje se conservam exemplares das colecções originais. Ao longo do tempo, os espécimes minerais foram, por vezes, reorganizados de acordo com os paradigmas da Mineralogia em cada época. Desde a entrada na Escola Politécnica, estas colecções ocupavam a Sala Grande do Museu Mineralógico e Geológico. Destinavam-se à contemplação pelo público da diversidade mineralógica e da organização da matéria mineral, ao apoio do ensino universitário da mineralogia e ao apoio da investigação científica enquanto colecções de referência. Após o incêndio de 1978, as porções destas colecções que se conseguiram recuperar foram armazenadas num espaço de reserva que tinha sido, anteriormente, construído para esse fim, sendo hoje mostrados, parcial e rotativamente, em diferentes exposições temáticas de curta ou média duração realizadas no Museu e, esporadicamente, noutras instituições.

Relevância

Além do interesse estético de muitos exemplares, existe importância histórica associada a este conjunto de colecções por ilustrarem a história dos conceitos em mineralogia. Elas também nos revelam, sobretudo a partir das respectivas tabelas (legendas, documentação associada), a história das instituições. Por outro lado, alguns exemplares são provenientes de minas há muito esgotadas/encerradas e, por isso, onde a recolha é hoje impossível. Este aspecto assume particular acuidade no caso da Colecção Portuguesa. Alvo de muitas doações e ofertas no séc. XIX e início do séc. XX por se tratar do Museu Nacional, esta última colecção é um testemunho da mineralogia portuguesa e da própria história da mineração em Portugal. O mesmo se pode referir no caso da Colecção Colonial.

Utilização

Actualmente, a principal utilização destas colecções é a figuração em exposições e, menos frequentemente, a utilização de exemplares como referência em investigação. Qualquer uma das colecções tem um enorme potencial para o ensino de nível superior e, neste aspecto, encontram-se grandemente sub-valorizadas.

Estado do inventário

Todas estas colecções estão inventariadas. Existe inventário em papel (dactilografado) e em suporte informático. O inventário ainda não está acessível online. Os inventários antigos, ilustrativos de anteriores organizações dos exemplares ou da dimensão da colecção em 1978, desapareceram no incêndio.

Documentação

Existem algumas publicações associadas nas quais são referidos exemplares das colecções mas não um arquivo organizado.

Pessoal

Além da responsável directa pelas reservas - Liliana Póvoas, investigadora do quadro do Museu, está afecto ao acervo um técnico auxiliar do quadro do Museu – João Paulo Carreiro Lopes.

Bibliografia

Sobreviveram ao incêndio alguns exemplares das seguintes publicações:

Inventário de Minerais da Colecção Geral, de Pedras Preciosas e de Minerais Ornamentais, editado pelo Museu Mineralógico e Geológico da UL em 1937, coordenado pelo Prof. Alfredo Augusto de Oliveira Machado e Costa.

Inventário de Minerais da Colecção Portuguesa, editado pelo Museu Mineralógico e Geológico da UL em 1939, coordenado pelo Prof. Alfredo Augusto de Oliveira Machado e Costa.

Inventário de Minerais da Colecção Colonial, editado pelo Museu Mineralógico e Geológico da UL em 1938, coordenado pelo Prof. Alfredo Augusto de Oliveira Machado e Costa.

Existem ainda trabalhos de investigação com referências a exemplares destas colecções em números de Boletim do Museu Mineralógico e Geológico da UL, Boletim da Faculdade de Ciências, Boletim da Sociedade Geológica de Portugal e Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal, entre outros.


Autor: Liliana Póvoas (MNHN), com o apoio de João Paulo Carreiro Lopes (MNHN) [2007; actualizado em 2010]

Levantamento do Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa:

Colecções de Mineralogia 1 do MNHN

Pelo Grupo de Trabalho constituído por Marta Lourenço, Ana Mehnert Pascoal e Catarina Teixeira

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