Colecções de Mineralogia 3 do MNHN

Da Memória da Universidade

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Apatite, Quartzo e Mica, Portugal. Colecção Mina da Panasqueira. (Foto: J. Vicente, cortesia MMG/MNHN).

Colecções de Mineralogia 3 do MNHN (adquiridas após 1980). Local.: Museu Nacional de História Natural. URL: http://www.mnhnc.ul.pt/portal/page?_pageid=418,1391465&_dad=portal&_schema=PORTAL. Tutela: Departamento de Mineralogia e Geologia do Museu Nacional de História Natural. Dimensão:4.589 exemplares. Assunto: Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa.

Enquadramento institucional e legal

A colecção é propriedade do Museu Nacional de História Natural (MNHN). O MNHN é referido nos Estatutos da Universidade de Lisboa (Despacho Normativo nº 144/92) e tem estatuto próprio em vigor (Despacho nº 11002/2003). As colecções não são explicitamente mencionadas no Estatuto.

Na UL desde

Estas colecções foram incorporadas na UL entre 1980 e 2006.

Nota Descritiva e Histórica

As aquisições de espólio mineralógico efectuadas após 1980 incluem as seguintes colecções: Colecção Montenegro de Andrade (807 exemplares), Colecção McGuinness (140 exemplares), Colecção de Cristais da Mina da Panasqueira (186 exemplares), Colecção Geral de Mineralogia II (2523 exemplares), Colecção António Bello (Harvard) (401 exemplares), Colecção de Minerais Talhados, Gemas e Cabochões (539 exemplares) e Colecção de Meteoritos (13 exemplares). A Colecção Montenegro de Andrade foi adquirida ao Prof. Montenegro de Andrade (Universidade do Porto) em 1981, a um preço simbólico, em solidariedade com o MNHN vitimado pela catástrofe de 1978. A Colecção McGuinness foi adquirida em 1988 ao engenheiro de minas e coleccionador de renome internacional que lhe deu o nome. Também aqui, a preferência pela venda à nossa instituição se revestiu de um carácter solidário. A Colecção da Mina da Panasqueira foi adquirida à empresa de comércio de minerais Geofil, graças aos contributos recebidos de empresas públicas e privadas, bem como de institutos públicos em resposta a um apelo do MNHN no sentido de impedir que a colecção, representativa da mineralogia daquela mina, fosse vendida a retalho em feiras internacionais. A Colecção Geral de Mineralogia II e a Colecção de Minerais Talhados, Gemas e Cabochões são constituídas por espécimes adquiridos isoladamente ou em pequenos conjuntos ao longo destes últimos vinte anos. Muitos deles são provenientes das dezoito edições anuais da Feira Internacional de Minerais, Gemas e Fósseis que o Museu organiza (na sua maioria adquiridos ao comerciante de minerais e coleccionador, também de renome internacional, Luís Teixeira Leite). A Colecção Geral de Mineralogia está organizada de acordo com a sistemática mineralógica. A Colecção António Bello foi constituída no início do séc. XX e vendida na década de 1930 ao Museu de Mineralogia da Universidade de Harvard. Porém, em 1994, Carl Francis, curador do Museu de Harvard, visitou o MNHN e decidiu repatriar um duplicado da colecção, o que veio a acontecer em 2003. Agregada às Colecções de Minerais, existe uma Colecção de Meteoritos que compreende 13 exemplares de meteoritos, tectitos, vidros e outros produtos do impacte de corpos meteóricos. Foi sendo construída à medida que as quedas de meteoritos aconteceram em Portugal ou que surgiu a oportunidade de adquirir exemplares representativos da diversidade de objectos deste tipo. A razão da aquisição destas colecções prende-se com a reconstituição das colecções destruídas em 1978, com a actualização das colecções existentes, com a representação da diversidade mineralógica, com a representação da mineralogia de Portugal ao mais alto nível e ainda com a necessidade de dispormos de exemplares de grande qualidade museográfica.

Relevância

O Prof. Montenegro de Andrade é um reputado coleccionador de minerais pelo que a colecção com o seu nome tem particular significado, com destaque para o conjunto representativo da mineralogia portuguesa. Alfred McGuinness foi engenheiro geólogo e um coleccionador reconhecido a nível mundial. A colecção a ele adquirida, não sendo muito extensa, corresponde a uma selecção de exemplares de grande qualidade provenientes das principais minas do mundo, sendo, portanto de importância internacional. A Colecção da Mina da Panasqueira é considerada a melhor de Portugal e uma das melhores do mundo de minerais daquela mina, sendo apenas eventualmente suplantada pela do Smithsonian em Washington. A Colecção Geral de Mineralogia inclui uma percentagem considerável de minerais de grande interesse museográfico pela perfeição, dimensão e beleza das formas. São provenientes dos mais variados pontos do globo. A Colecção António Bello é interessante por ser um repositório da mineralogia portuguesa, hoje difícil de coligir, pois é constituída essencialmente por espécimes provenientes de minas há muito encerradas e onde é impossível efectuar mais colheitas. A Colecção de Minerais talhados apresenta alguns exemplares de valor artístico e, no seu conjunto, representa o que a actividade artística e artesanal pode realizar sobre os mais diferentes tipos de matéria mineral. Quanto à Colecção de Meteoritos é de realçar o facto de ela compreender três dos mais significativos dos oito meteoritos portugueses de que se conhecem os espécimens (Olivença, Alandroal, Ourique). Acresce que desses dez meteoritos só de oito se conhece o paradeiro. Decorrente do exposto sobre as várias colecções de minerais do MNHN e tendo em conta o que se conhece de outras colecções de minerais existentes em Portugal, podemos concluir que, considerando a relação dimensão/qualidade, a Universidade de Lisboa possui a melhor colecção de minerais do país. Algumas partes da colecção têm, mesmo, relevância internacional.

Utilização

Os espécimes destinam-se fundamentalmente à actividade museográfica embora também sejam, esporadicamente, utilizados como referência em investigação.

Estado do inventário

A colecção está inventariada no seu todo em suporte informático ainda não acessível on-line. Existem inventários em papel (dactilografados) das colecções fornecidas pelos vendedores ou doadores à data das respectivas aquisições. As excepções são as colecções Geral de Mineralogia e de Minerais talhados que não dispõem de inventários em papel para a sua totalidade. Existe, também, um livro de entradas. Está em processo de publicação um catálogo ilustrado da Colecção de Minerais da Mina da Panasqueira.

Documentação

Existem alguns documentos: catálogos de exposições, cartas de agradecimento por oferta, termos de empréstimo, correspondência diversa. As cópias das cartas e os termos de empréstimo encontram-se organizadas. Os catálogos estão em pastas relativas às diferentes actividades. Os originais da correspondência estão arquivados na secretaria do Departamento de Mineralogia e Geologia do Museu.

Pessoal

Além da responsável directa pelas reservas – Liliana Póvoas, investigadora do quadro do Museu – está afecto ao acervo um técnico auxiliar do quadro do Museu – João Paulo Carreiro Lopes.

Bibliografia

Galopim de Carvalho, A.M. e J.F. Monteiro, 1999. A propósito do Meteorito de Ourique. Lisboa: Museu Nacional de História Natural e Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências.

Póvoas, L. & A.M. Galopim de Carvalho, 2001. Minerais: identificar, classificar [roteiro]. Lisboa: Museu Nacional de História Natural (Mineralogia e Geologia).

V.A. 1988. A Cor nos Minerais. Exposição pública da Colecção McGuinness [catálogo]. Lisboa: Museu Nacional de História Natural (Mineralogia e Geologia).


Autor: Liliana Póvoas (MNHN), com o apoio de João Paulo Carreiro Lopes (MNHN) [2007; actualizado em 2010]


Levantamento do Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa:

Colecções de Mineralogia 3 do MNHN

Pelo Grupo de Trabalho constituído por Marta Lourenço, Ana Mehnert Pascoal e Catarina Teixeira

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