Colecções de Paleontologia 1 do MNHN

Da Memória da Universidade

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Dapedius sp., Jurássico, Inglaterra. Colecção Paleozoologia Estrangeira (Foto: J. Vicente, Cortesia MMG/MNHN).

Colecções de Paleontologia 1 do MNHN, ou Colecções de Paleontologia 1 (constituídas antes do incêndio de 1978). Tipo: Colecção de investigação. Local.: Museu Nacional de História Natural. URL: http://www.mnhnc.ul.pt/. Tutela: Departamento de Mineralogia e Geologia do Museu Nacional de História Natural. Dimensão:15.416 exemplares. Assunto: Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa.

Enquadramento institucional e legal

A colecção é propriedade do Museu Nacional de História Natural (MNHN). O MNHN é referido nos Estatutos da Universidade de Lisboa (Despacho Normativo nº 144/92) e tem estatuto próprio em vigor (Despacho nº 11002/2003). As colecções não são explicitamente mencionadas no Estatuto.

Na UL desde

1911, salvo as 3 últimas colecções enumeradas na Nota Descritiva e Histórica (em baixo), que foram constituídas em meados do séc. XX.

Nota Descritiva e Histórica

As colecções de Paleontologia já existentes à data do incêndio de 1978 são as seguintes: Colecção de Paleozoologia estrangeira (4905 exemplares), Colecção de Paleofitologia estrangeira (918 exemplares), Colecção Bernardino António Gomes (186 exemplares), Colecção de Flora Fóssil do Estefaniano de S. Pedro da Cova (60 exemplares), Colecção de Paleobotânica do Carbónico (33 exemplares), Material diverso de Paleobotânica (65 exemplares), Colecção de Invertebrados Fósseis (4510 exemplares), Colecção de Vertebrados do Miocénico de Lisboa (1418 exemplares), Colecção de Graptólitos de Portugal (3000 exemplares) e Colecção de Fósseis do Alegrete (354 exemplares). Alguns dos exemplares das colecções mais antigas provêm do Museu Real da Ajuda. As colecções de Paleontologia foram sendo objecto de reorganizações de acordo com as diferentes sistemáticas adoptadas. As etiquetas antigas que, apesar do incêndio de 1978, ainda persistem em muitos exemplares são indicativas de anteriores organizações e de proveniências diversas. A Colecção Bernardino António Gomes, produto do primeiro estudo publicado (1865) sobre a flora fóssil do Carbónico português realizado por aquele médico e matemático, foi por este oferecida ao Museu no séc. XIX e sobreviveu com toda a documentação e em bom estado de conservação. A Colecção de Vertebrados do Miocénico de Lisboa foi constituída nos anos 50 e 60 do séc. XX à medida que se escavavam os terrenos na zona do Areeiro para abrir fundações para novos prédios (os trabalhadores recolhiam para o Museu as peças que iam surgindo). Assim se constituiu uma colecção ímpar que representa a existência em Lisboa, durante aquela época geológica, de Mastodontes, Crocodilos, Cetáceos e outros vertebrados. As Colecções de Graptólitos e de Fósseis da folha (da carta geológica) do Alegrete são o produto de trabalhos de investigação conjunta entre o Museu e a então Secção de Geologia da Faculdade de Ciências, bem como com os Serviços Geológicos de Portugal. São significativas de relações de trabalho correntes na época.

Relevância

As colecções reúnem fósseis de todo o mundo, em particular da Europa e de muitas jazidas hoje inacessíveis. Também nos falam da história da Paleontologia em Portugal. São uma reserva da paleobiodiversidade com importância internacional. Quanto às colecções portuguesas, destaca-se, pela sua importância histórica, a Colecção Bernardino António Gomes que em 1983 foi alvo de uma revisão e publicação na Memória dos Serviços Geológicos de Portugal. Sublinhamos ainda a dimensão e representatividade da Colecção de Graptólitos (que tem sido alvo, nos últimos anos, de revisão parcial e publicação por um investigador externo ao Museu) e da Colecção de Vertebrados do Miocénico de Lisboa. Estas colecções incluem dois holótipos e dois paratipos (nota: holótipos são exemplares identificados e designados sem ambiguidade numa primeira publicação sobre essa espécie e paratipos são exemplares associados que foram identificados como sendo da mesma espécie).

Utilização

A colecção tem sido utilizada, sobretudo, em exposições e na investigação.

Estado do inventário

A colecção não está ainda inventariada em suporte informático. Logo que termine a informatização das colecções de mineralogia, o que terá lugar em breve, terá início o inventário em base informática destas colecções. Para algumas colecções existem inventários em papel dactilografados e, alguns ainda, manuscritos. As três últimas colecções portuguesas já não tinham inventário à data do incêndio ou perderam-no então, pelo que nos restam as etiquetas que acompanhavam as peças. Estas, nalguns casos, apenas referenciam a localidade de proveniência. Como eram, originalmente, colecções em constituição, o sistema de etiquetagem, à data do incêndio, era insuficiente, o que se reflectiu na não preservação da informação. É necessária uma revisão destas colecções com a participação de especialistas externos. Já foram apresentados propostas de trabalho nesse âmbito, mas ainda não foi obtido financiamento.

Documentação

A documentação associada consiste nas cartas de doação e agradecimento arquivadas na secretaria do Museu e em inventários de origem em suporte de papel e dactilografados.

Pessoal

Além da responsável directa pelas reservas, investigadora do quadro do Museu, está afecto ao acervo um técnico auxiliar do quadro do Museu.

Bibliografia

M. T. Antunes, 'Tomistoma lusitanica, Crocodilien du Miocène du Portugal', Revista da Faculdade de Ciências de Lisboa (1961), 2ª Série, C, Vol. IX, pp. 5-88.

R. Kellog, 'On the Cetotheres figured by Vandelli', Bol. Mus. Lab. Mineralógico e Geológico (1940), 3ª série, vol. 7/8, pp. 13-22.

R. H. Wagner & M. J. Lemos de Sousa, 'The Carboniferous Megafloras of Portugal- a revision of Identifications and Discussion of Stratigraphic Ages', Memórias dos Serviços Geológicos de Portugal, Nova Série (1983), 29, pp. 127-152.

J.M. Piçarra e J.C. Gutiérrez-Marco, 'Revisão preliminar dos graptólitos silúricos portugueses do tipo "sardo"', Los fósiles y la Paleogeografia (Eds. G. Meléndez, Z. Herrera, G. Delvene & B. Azanza), Publicaciones del Seminario de Paleontología de Zaragoza, Zaragoza, 5(2), 2001, pp. 430-440.


Autor: Liliana Póvoas (MNHN), com o apoio de João Paulo Carreiro Lopes (MNHN) [2010].


Levantamento do Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa:

Colecções de Paleontologia 1 do MNHN

Pelo Grupo de Trabalho constituído por Marta Lourenço, Ana Mehnert Pascoal e Catarina Teixeira

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