Colecções de Paleontologia 2 do MNHN

Da Memória da Universidade

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Edmontosaurus sp., Cretácico, Wyoming, EUA. Colecção Dinossáurios (Foto: J. Vicente, cortesia MMG/MNHN).

Colecções de Paleontologia 2 do MNHN (constituídas após 1980). Local.: Museu Nacional de História Natural. URL: http://www.mnhnc.ul.pt/portal/page?_pageid=418,1391467&_dad=portal&_schema=PORTAL. Tutela: Departamento de Mineralogia e Geologia do Museu Nacional de História Natural. Dimensão:2.410 exemplares. Assunto: Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa.

Enquadramento institucional e legal

A colecção é propriedade do Museu Nacional de História Natural (MNHN). O MNHN é referido nos Estatutos da Universidade de Lisboa (Despacho Normativo nº 144/92) e tem estatuto próprio em vigor (Despacho nº 11002/2003). As colecções não são explicitamente mencionadas no Estatuto.

Na UL desde

Entre 1980 e 2006.

Nota Descritiva e Histórica

As colecções de Paleontologia adquridas depois do incêndio de 1978 são as seguintes: Colecções Ward’s (de Braquiópodes, de Pelecípodes, de Cefalópodes, de Equinóides, de Equinodermes, de dentes de Peixe, de Graptólitos e de Paleobotânica, totalizando 131 exemplares), Colecção de Briozoários (cerca de 1450 exemplares), Colecção de Invertebrados fósseis oferecida pelo British Museum (Natural History) (230 exemplares), Colecção oferecida pelo Birbal Sahni Institute of Palaeobotany de Lucknow (Índia) (14 exemplares), Colecção de Dinossáurios (42 exemplares) e aquisições diversas (543 exemplares). A preocupação que, numa primeira fase, presidiu à aquisição destas colecções foi a de repor os grupos taxonómicos mais devastados pelo incêndio de 1978. É o caso das aquisições à Ward’s. O Museu também recebeu algumas ofertas em manifestação de solidariedade. Salientamos as institucionais, mas foram várias as de exemplares isolados provenientes de personalidades individuais. Posteriormente, o critério dominante às aquisições foi o de permitir o natural crescimento da colecção por incorporação de exemplares significativos das várias jazidas a nível mundial e nacional. A Colecção de Briozoários, que compreende uma representação dos Briozoários fósseis de Portugal, organizados segundo a taxonomia, e material actual de comparação, foi a colecção de trabalho de A.M. Galopim de Carvalho enquanto se dedicou a esta área científica. Compreende cinco exemplares-tipo (exemplares-tipo são espécimens a partir dos quais se descreve uma nova espécie, tendo portanto grande valor científico). O Museu possui várias peças atribuíveis à designação geral ‘Dinossáurios’. Algumas foram adquiridas no século XIX e possuem valor histórico ou valor associado ao facto de terem figurado em publicações; outras foram adquiridas recentemente. Dada a tradicional e permanente actividade do MNHN em torno do tema ‘Dinossáurios’, o Museu está a agrupar todas as peças numa colecção única por razões de funcionalidade. Nesta colecção vão ser integradas cerca de 130 peças que foram escavadas e estão em estudo por equipas do Museu que investigam nesta área da Paleontologia. A designação ‘Aquisições diversas’ engloba compras avulsas, ofertas individuais e a inserção de exemplares-tipo nas colecções por investigadores de outras instituições. Esta colecção começa a adquirir dimensão compatível com uma reorganização representativa dos vários taxa.

Relevãncia

A Colecção de Briozoários é única no país. A de Dinossáurios inclui o primeiro achado de Dinossáurio (um dente de Terópode) que teve lugar em Portugal (Carlos Ribeiro, 1863) e vários exemplares de grande significado científico. Entre as aquisições diversas encontram-se exemplares de nível internacional. Este conjunto de colecções inclui sete holótipos e cinco paratipos (nota: holótipos são exemplares identificados e designados sem ambiguidade numa primeira publicação sobre essa espécie e paratipos são exemplares associados que foram identificados como sendo da mesma espécie).

Utilização

A colecção tem sido utilizada, sobretudo, em exposições e na investigação. Alguns exemplares são, também, produto dessa investigação.

Estado do inventário

A colecção não está ainda inventariada em suporte informático. Logo que termine a informatização das colecções de mineralogia, o que terá lugar em breve, terá início o inventário em base informática destas colecções. Existem inventários em papel dactilografados e, no caso da Colecção de Briozoários, fichas dos diversos exemplares. Existem inventários de origem em suporte de papel das colecções compradas e ofertadas. Existe, igualmente, um livro de entradas.

Documentação

A documentação associada consiste nas cartas de doação e agradecimento arquivadas na secretaria do Museu e com cópias na reserva. Também se encontram associados alguns trabalhos de investigação científica publicados, relativos a exemplares das colecções.

Pessoal

Além da responsável directa pelas reservas – Liliana Póvoas, investigadora do quadro do Museu – está afecto ao acervo um técnico auxiliar do quadro do Museu – João Paulo Carreiro Lopes.

Bibliografia

Dell’Angelo, B. e C.M. Silva 2003. Polyplacophora from the Piocene of Vale do Freixo: Central West Portugal. Bolletino Malacologico, 39 (1-4):7-16.

Galopim de Carvalho, A.M. 1971. Briozoários do Terciário Português – Cheilostomata do Neogénico da Orla Ocidental. Centro de Est.Geol.da Fac.Ciên. Lisboa (IAC).

Pérez-Moreno, B. P. et al. 1999. On the presence of Allosaurus fragilis (Theropoda: Carnosauria) in the Upper Jurassic of Portugal: first evidence of an intercontinental dinosaur species. Journal of the Geological Society, 156: 449-452.

Rodrigues, N.P.C. et al. 2005. Arachnostega gastrochaenae on Dobrotivian (Middle Ordovician) fossils from Montes de Toledo (SW Spain). ++Revista Española de Paleontologia. 20 (1). Madrid.


Autor: Liliana Póvoas (MNHN), com o apoio de João Paulo Carreiro Lopes (MNHN) [2007; actualizado em 2010]

Levantamento do Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa:

Colecções de Paleontologia 2 do MNHN

Pelo Grupo de Trabalho constituído por Marta Lourenço, Ana Mehnert Pascoal e Catarina Teixeira

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