Colecções de Trabalho do MNHN

Da Memória da Universidade

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Um pormenor da Colecção de Areias. (Foto: J. Vicente, cortesia MMG/MNHN).

Colecções de Trabalho do MNHN. Local.: Museu Nacional de História Natural. URL: http://www.mnhnc.ul.pt/portal/page?_pageid=418,1391469&_dad=portal&_schema=PORTAL. Tutela: Departamento de Mineralogia e Geologia do Museu Nacional de História Natural. Dimensão:Várias dezenas de milhar. Assunto: Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa.

Enquadramento institucional e legal

A colecção é propriedade do Museu Nacional de História Natural (MNHN). O MNHN é referido nos Estatutos da Universidade de Lisboa (Despacho Normativo nº 144/92) e tem estatuto próprio em vigor (Despacho nº 11002/2003). As colecções não são explicitamente mencionadas no Estatuto.

Na UL desde

Os materiais que as constituem têm dado entrada desde 1964 e 2007

Nota Descritiva e Histórica

As Colecções de Trabalho do Museu compreendem: Colecção de Areias, Colecções de Paleopalinologia, Colecção de Roedores do Plistocénico e Holocénico, Colecção de preparações microscópicas de grãos arenosos de minerais pesados. Tratam-se de colecções organizadas por investigadores do Museu, quer como referência para a investigação científica específica desenvolvida, quer como resultado dessa investigação. É impossível determinar uma estimativa precisa do número total de exemplares. A designada Colecção de Areias tem sido organizada desde 1965 por A. M. Galopim de Carvalho e é composta por 750 amostras de referência de areias fluviais, marinhas e eólicas provenientes dos vários continentes, desde o Lago Baical até às praias da Califórnia. Encontram-se em vários estádios de preparação, desde a amostra total até às diferentes fases de separação dos seus componentes. As Colecções de Paleopalinologia têm sido reunidas por Filomena Diniz desde 1964 e compreendem uma litoteca constituída por todas as amostras colhidas nas diversas saídas de campo (1200); uma colecção de referência de pólenes actuais; uma laminoteca de pólenes fósseis. A Colecção de Roedores do Plistocénico e Holocénico de Portugal tem sido constituída desde 1984 a partir dos trabalhos sobre esta temática realizados por Liliana Póvoas. São amostras provenientes de jazidas portuguesas daquelas idades geológicas (Gruta do Caldeirão, Abrigo de Avecasta, Gruta da Oliveira), bem como de depósitos actuais para serem utilizadas como referência. Sendo o principal objectivo chegar a interpretações paleoambientais a partir das paleoassociações faunísticas é praticada uma sistemática de populações, o que implica grandes quantidades de exemplares (no total das várias dezenas de milhar). A Colecção de minerais pesados inclui cerca de 2500 preparações de sedimentos recolhidos em vários locais de Portugal por João Pedro Cascalho, investigador (plataforma continental entre as latitudes da foz do rio Minho e o Cabo Mondego; leitos dos rios Minho, Lima, Cavado, Ave e Douro; laguna de Aveiro; estuário do Douro; plataforma interna ao largo do Cabo de Sines e correspondente zona litoral; Praia de Faro; Rio Guadiana; plataforma interna entre a foz do Guadiana e Huelva (Espanha); plataforma insular sul da ilha da Madeira, entre o Cabo Girão e a Ponta do Sol).

Relevância

São colecções únicas em Portugal. A de Areias é uma importante colecção de referência para qualquer investigação em Sedimentologia. As de Paleopalinologia e de Roedores fósseis representam registos geológicos da variabilidade ambiental dos últimos 5 milhões de anos e, em particular, dos últimos 50 000 anos, dados que são aplicáveis à elaboração de cenários previsíveis de alterações climáticas globais. A de minerais pesados, resultado do estudo da dinâmica sedimentar da margem continental portuguesa, constitui uma colecção de referência fundamental para o desenvolvimento de estudos nesta área científica específica.

Utilização

As colecções têm sido utilizadas em investigação. Esporadicamente em acções de extensão pedagógica.

Estado do inventário

Existem inventários de trabalho.

Documentação

A documentação associada consiste em notas nos cadernos de campo, em folhas de contagem em papel e suporte digital (Excel), em diagramas geológicos a que as amostras são referidas. No caso das colecções de Paleopalinologia existem associadas uma colecção de fichas iconográficas de polénes actuais e fósseis e, ainda, cartas de repartição geográfica dos diferentes taxa.

Pessoal

Os responsáveis por estas colecções são os respectivos investigadores.

Bibliografia

Cascalho, J. & C. Fradique C. 2007. The sources and hydraulic sorting of heavy minerals on the northern Portuguese continental margin. In Maria A. Mange and David T. Wright (eds) Heavy minerals in use, pp. 75-110. Elsevier: Development in Sedimentology Series.

Diniz, F. 1984. Apports de la palynologie a la connaissance du pliocene portugais. Rio Maior: un bassin de reference pour l'histoire de la flore, de la vegetation et du climat de la façade atlantique de l'europe meridionale - texto policopiado/Filomena Diniz. Montpellier: Université des Sciences et Techniques du Languedoc.

Canilho, M.H 1971. Estudo geológico-petrográfico do maciço eruptivo de Sines. Tese de doutoramento em Petrologia e Geoquímica, apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Ciências, 1972. Lisboa: Maria Helena Silva Canilho.

Póvoas, L. 2001. Contribuição do estudo das associações de Roedores para o conhecimento de variações climáticas durante o Quaternário em Portugal. Actas da V Reunião do Quaternário Ibérico / I Congresso do Quaternário de Países de Línguas Ibéricas. Lisboa. pp. 133-136.



Autor: Liliana Póvoas (MNHN), com o apoio de A. M. Galopim de Carvalho, Filomena Diniz (MNHN) e João Pedro Cascalho (MNHN) [2007; actualizado em 2010]


Levantamento do Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa:

Colecções de Trabalho do MNHN

Pelo Grupo de Trabalho constituído por Marta Lourenço, Ana Mehnert Pascoal e Catarina Teixeira

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