Herbário de Brotero (séc. XVIII-XIX)

Da Memória da Universidade

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Exemplar do Herbário de Félix de Avellar Brotero (foto: A. I. Correia, cortesia Jardim Botânico/MNHN).

Herbário de Brotero (séc. XVIII-XIX). Local.: Museu Nacional de História Natural. URL: http://www.mnhnc.ul.pt/portal/page?_pageid=418,1391281&_dad=portal&_schema=PORTAL. Tutela: Departamento de Botânica do Museu Nacional de História Natural. Criador: Félix de Avellar Brotero (1744-1828). Cobertura: Sécs. XVIII-XIX. Assunto: Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa.

Enquadramento institucional e legal

O Museu Nacional de História Natural é referido nos Estatutos da Universidade de Lisboa (Despacho Normativo nº 144/92). Os Herbários não são referidos explicitamente no Estatuto do Museu Nacional de História Natural (Despacho nº 11002/2003), embora se mencione o Departamento de Botânica do Museu (que coincide com o Jardim Botânico).

Na UL desde

1911.

Nota Descritiva e Histórica

Trata-se de um Herbário precioso reunido por Félix de Avellar Brotero (1744-1828), que entrou no Jardim proveniente do Real Museu e Jardim Botânico da Ajuda em 1839 (via Academia das Ciências). Avellar Brotero doutorou-se em Medicina pela Universidade de Reims, foi professor da Universidade de Coimbra e director do Jardim Botânico daquela Universidade. Depois da sua jubilação, em 1811, foi director do Real Museu e Jardim Botânico da Ajuda. Da sua obra há que destacar a publicação, em 1804, da primeira Flora do nosso país (Flora Lusitanica). O sistema de classificação usado nesta obra corresponde a uma adaptação e simplificação do Sistema Sexual de Lineu, que Brotero considerou mais apropriado para a flora portuguesa (são descritas 1885 espécies para o nosso país). No Jardim Botânico (MNHN) conserva-se um herbário elaborado por Brotero com c. 300 exemplares (112 são de plantas espontâneas de Portugal) que terá sido compilado durante o período em foi director do Jardim Botânico da Ajuda.

Relevância

A relevância do Herbário deve-se sobretudo à importância ímpar de Brotero na história da ciência e da botânica portuguesas. Trata-se de um herbário extensamente anotado pelo punho do próprio Brotero, que recebia espécimes de todo o país. Constitui uma fonte muito importante para estudos históricos e científicos.

Utilização

O Herbário tem sido regularmente consultado por historiadores da ciência portugueses e estrangeiros.

Estado do inventário

O Herbário de Brotero encontra-se inventariado em suporte digital.

Documentação

A documentação relativa aos espécimes encontra-se junto com o próprio exemplar, no interior da respectiva capa.

Pessoal

À excepção dos Herbários de Criptogamia, os Herbários do Jardim Botânico estão a cargo de Ana Isabel D. Correia.

Observações

Os herbários de Alexandre Rodrigues Ferreira, D. Vandelli, F. Valorado e F. Avelar Brotero, todos setecentistas, bem como os herbários de F. Welwitsch (séc. XIX) constituem os herbários históricos do Jardim Botânico (MNHN). Os herbários são provenientes do Real Museu e Jardim Botânico da Ajuda.

Bibliografia

Brotero, F. A. 1804. Flora Lusitanica, seu plantarum, quae in Lusitania vel sponte crescunt, vel frequentius coluntur, ex florum praesertim sexubus systematice distributarum, synopsis. Olissipone, ex Typographia regia, 2 tomos de 607 e 557 pág., respectivamente.

Brotero, F. A. 1816. Phytographia Lusitaniae selectior, seu novarum, rariorum, et aliarum minus cognitarum stirpium, quae in Lusitania sponte veniunt, ejusdemque floram spectant, descriptiones iconibus illustratae. Olissipone, ex Typographia regia, tômo I, 235 pág. e 82 estampas.

Brotero, F. A. 1827. Phytographia Lusitaniae selectior, seu novarum, rariorum, et aliarum minus cognitarum stirpium, quae in Lusitania sponte veniunt, ejusdemque floram spectant, descriptiones iconibus illustratae. Olissipone, ex Typographia regia, tômo II, 263 pág., 99 estampas.

Coutinho, A. X. P. 1916. Plantas portuguesas dos Herbários de Brotero e de Valorado existentes na Universidade de Lisboa. Arquivos da Universidade de Lisboa, III: 333-379.

Fernandes, A. 1986. História da Botânica em Portugal até finais do séc. XIX. In: História e Desenvolvimento da Ciência em Portugal. Academia de Ciências. Lisboa.

Fernandes, A. 1988. Relance sobre a vida e a obra de Félix de Avellar Brotero. Anuário da Sociedade Broteriana, 54.

Melo, I. 1987. A evolução da botânica no Museu Nacional de História Natural. In F.B. Gil & M.G.S. Canelhas (coord.). Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Passado, Presente, Perspectivas Futuras, pp. 271-289. FCUL, Lisboa.

Palhinha, R. T. 1949. Obra e Vida de Felix de Avelar Brotero. Sep. das Memórias (classe de Ciências - Tomo V), Lisboa, Academia das Ciências de Lisboa.

Veiga, A. C. 1945. Felix Avelar Brotero. Sep. da Revista da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, XIV, Coimbra, Tip. Atlântida.

http://bibdigital.bot.uc.pt/index.php?menu=3&language=pt&tabela=geral




Autor: Marta C. Lourenço, com o apoio de Ana Isabel D. Correia (MNHN) e Alexandra Escudeiro (MNHN) [2007; actualizado em 2010]

Levantamento do Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa:

Herbário de Brotero (séc. XVIII-XIX)

Pelo Grupo de Trabalho constituído por Marta Lourenço, Ana Mehnert Pascoal e Catarina Teixeira

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