Herbários de Welwitsch (séc. XIX)

Da Memória da Universidade

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Exemplar do Herbário de Frederico Welwitsch (séc. XIX). (Foto: A. I. Correia, cortesia Jardim Botânico/MNHN)

Herbários de Welwitsch (séc. XIX). Local.: Museu Nacional de História Natural. URL: http://www.mnhnc.ul.pt/portal/page?_pageid=418,1391281&_dad=portal&_schema=PORTAL. Tutela: Departamento de Botânica do Museu Nacional de História Natural. Cobertura: Séc. XIX. Dimensão:12.400 exemplares (de um total de 250 mil espécimes dos Herbários do Jardim Botânico). Assunto: Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa.

Enquadramento institucional e legal

O Museu Nacional de História Natural é referido nos recentes Estatutos da Universidade de Lisboa (2008) no Artigo 3º do Anexo, como Unidade da Universidade de Lisboa mas ainda não sofreu revisão estatutária. O Museu Nacional de História Natural é referido nos Estatutos da Universidade de Lisboa (Despacho Normativo nº 144/92). Os Herbários não são referidos explicitamente no Estatuto do Museu Nacional de História Natural (Despacho nº 11002/2003), embora se mencione o Departamento de Botânica do Museu (que coincide com o Jardim Botânico).

Na UL desde

1911.

Nota Descritiva e Histórica

Tratam-se de Herbários de excepcional valor, coligidos por Frederico Welwitsch (1806-1872) e compostos por espécimes da flora angolana (c. 9400 exemplares) e da flora portuguesa (c. 3000 exemplares). Welwitsch foi um conhecido médico e naturalista austríaco, conservador do Museu e Jardim Botânico da Ajuda entre 1840 e 1844 (tempo durante qual a tutela científica e administrativa estava a cargo da Escola Politécnica). Welwitsch explorou entre 1853 e 1861 a flora africana por encomenda do governo português e foi remetendo os espécimes para o Jardim Botânico. Nessa expedição, visitou Angola, a Madeira, Cabo Verde, Serra Leoa e S. Tomé e Príncipe. As colecções recolhidas por Welwitsch têm uma história atribulada visto que ficaram em Londres em 1863, após testamento de Welwitsch pouco antes da sua morte, tendo sido necessárias duas missões ‘diplomáticas’ (efectuadas por E. Goeze, em 1873 e 1876) para que regressassem a Portugal.

Relevância

Os Herbários de Welwitsch são de referência para a flora angolana e portuguesa, contendo mais de 4000 espécimes-tipo (nota: os espécimes-tipo são aqueles a partir dos quais se descreve uma nova espécie para a ciência, tendo por isso um valor de referência científica incalculável). Muitas espécies representadas encontram-se em perigo de extinção ou estão já extintas. A sua relevância é científica (para a taxonomia botânica, bem como para estudos relacionados com a distribuição florística). Para além disso, dada a personalidade científica de quem recolheu, anotou os espécimes e organizou os Herbários, trata-se de uma colecção relevante igualmente para a história da ciência, em particular para a história da botânica em Portugal e África.

Utilização

Os Herbários de Welwitsch são muito utilizados para a investigação em taxonomia, filogenia, conservação da natureza e história da ciência e das ideias.

Está em curso um projecto de digitalização dos tipos da colecção africana financiado pela The Andrew Mellon Foundation, EUA.

Estado do inventário

Os Herbários de Welwitsch encontram-se inventariados em suporte de papel e os de exemplares africanos encontram-se publicados.

Documentação

Num herbário científico, a documentação é de primordial importância pois sem esta a colecção não tem valor. No caso deste Herbário, a documentação relativa aos espécimes encontra-se junto com o próprio exemplar, no interior da respectiva capa. Para além desta documentação, existe um conjunto de c. de 250 documentos associados a Frederico Welwitsch (correspondência científica e administrativa, notas pessoais, desenhos e ilustrações, etc).

Pessoal

À excepção dos Herbários de Criptogamia, os Herbários do Jardim Botânico estão a cargo de Ana Isabel D. Correia

Observações

Esta constitui a colecção princeps de Welwitsch, a nível nacional e internacional.

Bibliografia

Almaça, C. 1989. Documentos do Arquivo Histórico do Museu Bocage relativos à exploração histórico-natural angolana do Dr. Frederico Welwitsch (Agosto de 1853-Dezembro de 1860). Arquivos do Museu Bocage (Nova Série), I (22): 335-347.

Dolezal, H. 1974. Friedrich Welwitsch Vida e Obra, traduzido e anotado por A.W. Exell & E. J. Mendes. Junta de Investigações Científicas do Ultramar, Lisboa.

Fernandes, A. 1986. História da Botânica em Portugal até finais do séc. XIX. In: História e Desenvolvimento da Ciência em Portugal. Academia de Ciências. Lisboa.

Hiern, W.P. 1896-1901. Catalogue of the African Plants collected by Dr. Friedrich Welwitsch in 1853-61. Vol. I (4 parts) & Vol II (2 parts), British Museum of Natural History, London.

Melo, I. 1987. A evolução da botânica no Museu Nacional de História Natural. In F.B. Gil & M.G.S. Canelhas (coord.). Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Passado, Presente, Perspectivas Futuras, pp. 271-289. FCUL, Lisboa.

Tavares, C.N. 1967. Jardim Botânico da Faculdade de Ciências de Lisboa. Guia. Imp. Portuguesa, Porto.



Autor: Marta C. Lourenço, com o apoio de Ana Isabel D. Correia (MNHN) e Alexandra Escudeiro (MNHN); Sara Albuquerque digitalizou o exemplar-tipo e a aguarela da Welwistchia mirabilis. [2007; actualizada em 2010]

Levantamento do Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa:

Herbários de Welwitsch (séc. XIX)

Pelo Grupo de Trabalho constituído por Marta Lourenço, Ana Mehnert Pascoal e Catarina Teixeira

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