Colecção de Cérebros Fetais

Da Memória da Universidade

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Pormenor de uma preparação, exemplo da recente intervenção de conservação das preparações humanas do Instituto de Anatomia da Faculdade de Medicina (Fotos: C. Teixeira, cortesia IA_FMUL).

Colecção de Cérebros Fetais (séc. XX). Colecção de estudo composta por c.150 preparações cerebrais de fetos. Tipo: Colecção de investigação. Local.: Instituto de Anatomia da FMUL. URL: http://www.fm.ul.pt; http://www.museudemedicina.fm.ul.pt/. Tutela: Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Cobertura: séc. XX. Dimensão:c.150 preparações. Assunto: Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa.

Enquadramento institucional e legal

A Colecção de Cérebros Fetais está localizada no Instituto de Anatomia Normal - Henrique de Vilhena, uma unidade estrutural da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), embora não exista qualquer referência da colecção nos seus estatutos (Diário da República, Nº 40, 2ª Série, de 26 de Setembro de 2009).

A colecção faz parte do acervo do Museu de Medicina da FMUL, homologado pelo Despacho Nº 012/2005 de 11 de Fevereiro de 2005, da FMUL.

Na UL desde

Provavelmente desde 1944.

Nota Descritiva e Histórica

A colecção de Cérebros Fetais é proveniente do Instituto António Aurélio da Costa Ferreira, o antigo Instituto Pedagógico Especial da Casa – Pia, encontrando-se actualmente localizada no Instituto de Anatomia – Henrique de Vilhena (IA) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Originalmente seria uma colecção de 180 encéfalos portugueses de nados-mortos, acompanhados de fichas com a informação materna e condições de parto.

Esta colecção foi doada ao IA pelo professor Vítor Fontes (1893-1979), sobre parte da qual, realizou um estudo anatómico de extrema relevância: “ A Morfologia do Córtex Cerebral, Estudos de Anatomia Macroscópica do Sistema Central Nervoso nas Crianças Portuguesas”, em 1944. A monografia encontra-se publicada no Boletim do Instituto António Aurélio da Costa Ferreira (IAACF). Este trabalho resultou da parceria e do envolvimento entre estas duas instituições, o Instituto António Aurélio da Costa Ferreira e o Instituto de Anatomia da FMUL, cujo material humano e anatómico pertenceria ao Museu do Instituto Costa Ferreira, e a orientação do estudo, a seguida pelo Instituto de Anatomia.

O Instituto Costa Ferreira foi criado e dirigido pelo Prof. Vítor Fontes a partir de 1936, assumindo posteriormente e em simultâneo, a direcção do IA, após a jubilação do Professor Henrique de Vilhena (1879-1958), em 1948. Irá permanecer em ambas as instituições até 1963, aquando da data da sua jubilação. As áreas principais das ciências médicas a que mais se dedicou e que pautaram a sua actividade profissional foram sobretudo, a morfologia e a anatomia e, a medicina pedagógica e a psiquiatria infantil, área onde terá dirigido diversas instituições e concentrado a maior parte do seu trabalho de investigação, que se encontra publicado.

Relevância

É uma colecção de investigação que resulta da pareceria de duas instituições, de ensino pedagógico e de anatomia, a primeira já extinta, o Instituto Aurélio da Costa Ferreira, ao qual pertencia o acervo, integrado no Museu do Instituto. A colecção é de extrema relevância para o estudo das matérias do sistema central nervoso, área que passou a ser incluída na cátedra de anatomia topográfica no ensino da anatomia do IA, por impulso do Professor Vítor Fontes, e muito em parte pelos estudos que desenvolveu. A cátedra de Anatomia Topográfica, havia sido extinta em 1918, tendo voltado a ser restabelecida em 1960.

Utilização

Não se registou utilização recente.

Estado do inventário

Actualmente está a decorrer um processo de conservação e reorganização das preparações humanas imersas em líquido no IA, trabalho este, que está a ser desenvolvido por um estagiário do Instituto. Em todas as preparações humanas existentes no IA, para além do tratamento de conservação, está a proceder-se ao seu inventário, registando-se toda a informação numa base de dados em formato Access. Nos recipientes dos cérebros fetais permanece a etiqueta original do Instituto de António Aurélio da Costa Ferreira/Museu, com informações bastante relevantes para a descrição das peças, nomeadamente, a identificação do feto, ano e nº da peça. Contudo, tem sido atribuída etiquetagem nova, com um número de localização, à medida que os cérebros vão sendo tratados e conservados. Os objectivos do levantamento das preparações humanas do IA são sobretudo, o de conservar, organizar e registar toda a informação possível em relação à identificação e descrição da peça, autoria e proveniência.

Documentação

Não se registou documentação associada ou qualquer informação sobre a colecção.

Pessoal

Maria da Conceição Alves Dias Franco (assistente operacional do IA) e Pedro Henriques (estagiário).

Bibliografia

1. A.J.C.G. FERREIRA, 'Relatório Pedagógico: O Ensino da Anatomia na Faculdade de Medicina de Lisboa', Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Lisboa, 2001.

2. M. B. B. SUEIRO, 'Jubilação do Professor Doutor Vítor Fontes', Arquivo de Anatomia e Antropologia (1963-64), Instituto de Anatomia Henrique de Vilhena, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Vol. XXXII, pp.1-11.

3. V. FONTES, Morfologia do Córtex Cerebral, Boletim do Instituto Aurélio da Costa Ferreira, Lisboa, 1944.



Autor: Catarina Teixeira

Data

30 de Setembro de 2010


Levantamento do Património Histórico, Científico e Artístico da Universidade de Lisboa:

Colecção de Cérebros Fetais

Pelo Grupo de Trabalho constituído por Marta Lourenço, Ana Mehnert Pascoal e Catarina Teixeira

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