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== Descrição == A estátua de bronze figurando Egas Moniz, executada pelo escultor Euclides Vaz, data de 1974, ano do centenário do nascimento do médico. A estátua foi colocada no primeiro patamar da escadaria que dá acesso à entrada da Faculdade de Medicina, substituindo um busto que também o representava, da autoria de Anjos Teixeira (1956). A peça retrata, numa escala ampliada, o especialista em Neurologia e Psiquiatria galardoado com o Prémio Nobel em Medicina e Fisiologia no ano de 1949, devido à descoberta da Psicocirurgia. Formado na Universidade de Coimbra, foi Professor na FML desde 1911, onde assumiu a cátedra de Neurologia e foi incumbido de dirigir o Serviço de Neurologia do Hospital de Santa Marta. No campo da investigação científica, distinguiu-se, sobretudo, pela descoberta da Angiografia Cerebral (1927) e invenção de instrumentos adequados ao processo (Seringa de Egas Moniz e Pinça de Martins), e pela Leucotomia Pré-Frontal (1936) e percepção do seu valor terapêutico em determinadas psicoses. A figura, hierática, evidencia um homem de idade avançada, que enverga o traje de Professor Catedrático, beca e capelo com rosáceas, e na mão direita segura a barretina com borla – modelo à imagem do retrato que José Malhoa fez do médico [[Retrato de Egas Moniz por José Malhoa]], que, talvez, Euclides Vaz tenha tomado como fonte. Denota-se um cuidado tratamento do vestuário, pleno de pormenores como, por exemplo, a textura e os ornamentos do capelo ou o brocado da capa. O rosto evidencia um olhar vago, comum na estatuária memorial e comemorativa oficial, notando-se as salientes orelhas – um pormenor de apego à fisionomia real de Egas Moniz. A estátua foi colocada sobre um plinto octogonal em pedra, que por sua vez está colocado sobe uma base. Na frente, uma legenda alusiva ao retratado: 'A EGAS MONIZ | 1874-1955 | PRÉMIO NOBEL | DE MEDICINA | E FISIOLOGIA | 27 DE OUTUBRO | DE 1974'. Na base da própria estátua, o artista inscreveu no bronze a sua assinatura: 'E VAZ 74'. == Documentação == Não se encontrou documentação associada. == Estado de Conservação == A estátua encontra-se em mau estado de conservação, carecendo de intervenção: para além da patine adquirida devido à sua localização (exposta ao ar livre), a peça apresenta alguns buracos no bronze, e sob o chapéu está alojado um ninho de vespas. O plinto de pedra apresenta também um certo desgaste, sobretudo no que concerne a escorrências da água das chuvas, pois notam-se manchas lineares de cor esverdeada e negra. == Observações == Antes da colocação da estátua no local, encontrava-se aí um busto em bronze da autoria do escultor Anjos Teixeira, sob um plinto de pedra quadrangular no qual se inscreveram as datas '1874 – 1955'; na base, uma lápide relevada com a legenda “Ao Professor Egas Moniz Prémio Nobel de Medicina”. Também representando Egas Moniz, foi produzida em 1956, e terá sido uma iniciativa do Ministro das Obras Públicas Arantes e Oliveira; por ocasião da inauguração da estátua de Euclides Vaz, o busto terá transitado para o Hospital Egas Moniz. Refira-se que existe alguma documentação referente a este busto: num álbum de fotografias pertencente ao Núcleo do Arquivo Técnico das Construções Escolares (Ministério da Educação), existem fotografias da altura da conclusão das obras onde se visualiza a peça; o Forte de Sacavém (IHRU) detém documentação gráfica e escrita no que confere a estudos de localização, bem como a memória descritiva do escultor. ==Bibliografia== J. L. Antunes, 'Egas Moniz – uma palavra sobre o Outro', in ''1911-1999. O Ensino Médico em Lisboa no início do século. Sete artistas contemporâneos evocam a geração de 1911'' (dir. M. Valente Alves), Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1999, 99-107. J. C. de Oliveira, 'Na inauguração do monumento a Egas Moniz', in ''Centenário de Egas Moniz'' (Comissão Executiva das Comemorações do Centenário do Nascimento do Prof. Egas Moniz), vol. II, Lisboa, 1978, 261-263. {{Autor|NA|Ana Mehnert Pascoal}} {{PatrimonioUL}}
Resumo:
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